Por quê? Porque é normal.

Olá!
Bom dia!

Por que as pessoas fazem de um modo e não do outro?
Já pensou que muitas vezes fazemos as coisas simplesmente porque é socialmente normal?
Não é sempre, mas talvez isso possa ser um problema.

por quê? porque é normal

Imagem: abihbrasil.blogspot.com.br

PARANDO PRA PENSAR sobre a deletéria normalidade

Incomode-se com o “é porque é normal”, “é porque aqui é assim”, “é porque é a rotina do serviço”. Isso não é justificativa para nada!

Se você observar na história, ninguém nunca se destacou fazendo o normal, o de sempre, a rotina. Não estou falando que precisamos revolucionar o mundo e mudar tudo. Não é isso. Mas, simplesmente, na possibilidade de uma nova estratégia ou de um novo olhar, jamais aceite o argumento de uma outra pessoa falando para você continuar do jeito que está pelo fato de que “isso já é a rotina do serviço”.

Permita experimentar. Se der merda a gente volta para o que tínhamos antes, para a “segurança” de antes. Para saber se realmente a realidade atual é a melhor, precisamos de uma comparação com outra. Mas para haver outra realidade é preciso inovar a atual. E não se faz isso com a mentalidade fixa de que “assim é normal”, “já é rotina”, “tá bom assim”, “já estamos acostumados”.

Eu ficava muito irritado (mentira, eu ficava puto mesmo) quando estava em estágio nos hospitais e perguntava alguma coisa para a professora: – “Por que eles fazem assim aqui?” / “Por que eles fazem desse modo?” / “Por que isso é assim e não como a gente viu na aula/no livro?”. E obtinha a resposta que eu não desejo a nenhum estudante/aprendiz/formando: – “Porque é rotina”. Puta que pariu. Isso não existe! O mínimo de zelo que um EDUCADOR poderia ter era não tolher o espírito crítico do seu EDUCANDO.

“Porque é rotina” não é resposta, acima de tudo quando se trata de uma formação universitária. Já imaginou você estudando Administração de Medicamentos, por exemplo, e tem lá escrito na melhor literatura do ramo: “volumes maiores que 3 ml devem ser aplicados no glúteo, pois sempre foi assim e nunca houve relatos de problemas”. Caralho! Como assim? Isso é ciência? ​​Ok, pesquisadores afirmarão que o científico parte da hipótese. Concordo. Mas, calma… Se estivéssemos no século II A.C. essa afirmação do livro seria razoável, aplicável. Mas o​ tempo é outro. E, definitivamente, existem​ fundamentos melhores!

E o pior de tudo é um professor reforçar isso: a política do “é porque é rotina”. Aí a pessoa pensa: “Porra, essa galera estudou pra aplicar a rotina? Caramba, mas que bosta de formação é que estamos tendo?!”. O professor tem que ter em mente de que sua função, além de simplesmente passar o conteúdo, é de mediar o conhecimento, de transformar a vida do ser que aprende. E, como disse a Bel Pesce, “o segredo da transformação está em como você faz a pessoa se sentir”. Professores precisam fazer os seus alunos se sentirem FODA, para que a transformação seja nessa direção, de ser FODA. Se você faz um aluno se sentir um idiota, aí vai dar merda.

E você, o que pensa sobre isso?

5 Comentários

  1. Viver na rotina, na “zona de conforto” nunca é muito bom, né? Isso não significa que a rotina seja ruim, na verdade, precisamos dos dois, da rotina e do novo. Sem um não existe o outro, pois como vamos saber o que é o novo se não tivermos uma rotina, não é mesmo? 🙂
    Te indiquei para uma tag 🙂
    Beijos! =**

    • Massa, Cris! É verdade. O problema, no entanto, está naqueles casos em que continuamos fazendo a rotina simplesmente por ser rotina, quando não paramos pra pensar: “Caralho, por que eu faço desse jeito e não desse outro?”. E mesmo que escolhamos permanecer fazendo o que já é rotina, mas que façamos baseados em um critério que não seja APENAS PELO FATO DE SER ROTINA. Tipo, todos os homens guardam a carteira no bolso de traz da calça. Eu vou guardar também simplesmente porque todo mundo guarda? Não, tem de haver outro motivo pra isso. Foi um exemplo idiota, mas traduz o pensamento. kkkkkk Beijo! 🙂 Obrigado pelo comentário/contribuição.

  2. […] No dia 22 de março no Jornal do Commercio saiu uma matéria sobre a discussão de taxista e motorista da Uber, apenas para reafirmar a intolerância a qual vivemos nos tempos hodiernos. Se o cara é índio e dorme na rua, a gente toca fogo. Se o cara é negro, a gente espanca. Se eu desejei e não me quis, a gente estupra e mata. Se bateu atrás do nosso carro, a gente desce com a arma já carregada e atira antes de ouvir as desculpas. Se olhou pro(a) nosso(a) companheiro(a), a gente espanca também. Se a velhinha tá na frente atrapalhando a passagem, a gente empurra e passa pra não se atrasar. Não tem problema nenhum. É normal… Opa! É normal… Olha aí! Incomode-se com a normalidade! […]

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