Arquivo de 05/2016

29 maio 2016

Qual o sentido da homofobia?

Qual o sentido da homofobia?
Imagem: Armandinho

PARANDO PRA PENSAR sobre a necessidade pública da virilidade

Há algum tempo confesso que brincadeiras e piadas com homossexuais me faziam rir, assim como com qualquer outro contexto socialmente oprimido, ainda que eu não fosse o gerador delas, por haver um mínimo de respeito da minha parte pelo outro ser humano (independente de escolha sexual, cor, etc). No entanto, há pouco conclui que achar graça de tudo isso que acontece de forma insana na nossa frente, é também uma reprodução desse preconceito, ainda que inconscientemente, ainda que pensemos que rir não é nada demais. Errado! Rir é reproduzir a opressão. Rir é omitir socorro!

Hoje aconteceu uma coisa muito estranha, que foi tão surreal que eu ainda não estou acreditando se realmente foi verdade, se era apenas uma brincadeira e a “vítima” estava levando “numa boa” e eu quem estava demasiadamente preocupado com a situação; mas o fato é que foi uma coisa muito comum de se acontecer e ninguém reflete sobre isso. E o que mais me deixou indignado é que, apesar de pensar diferente de todo mundo ali naquela hora, eu fui omisso, eu reproduzi a opressão. Não de forma ativa, pois não agredi ninguém, mas também não defendi. E a partir do momento em que eu respondo com omissão, eu também sou conivente, eu também fico do lado que agride.




Largando às 19:15, com pressa por querer pegar um filme no cinema às 19:40, decidi trocar de roupa, após o trabalho, no vestiário conjunto, onde todos os funcionários o utilizam, algo que normalmente evito pelo fato de que a falta de educação elimina uns 50% do meu “life” do dia. Um exemplo disso é ter de compartilhar telefones celulares tocando músicas que eu não pedi para ouvir, discussões agressivas sobre futebol que eu não estou nem aí para quem ganhou ou perdeu, ou ter de colocar a roupa em cima dos sapatos para não colocar no chão, pois toda a prateleira está ocupada. Mas, hoje, eu preferi me trocar no vestiário conjunto.

Passados uns 2 minutos após eu ter entrado e começado a minha troca, percebo que um homem começa a se trocar próximo a um outro armário e um outro cara começa a fazer brincadeiras e piadas com um rapaz que estava há 1 metro de mim, do tipo: “cuidado, não se troca sem cueca aqui não, porque fulano tá aqui”, e um monte de gente começava a rir, fazendo graça da possível sexualidade do rapaz. Se o cara era homossexual ou não, não sei, e tampouco me interessa, tampouco faz diferença para mim. Além disso, enquanto o rapaz, totalmente constrangido, com um monte de gente fazendo piadas e brincadeiras de sua sexualidade, e ele sozinho em meio a uns 8 homens escrotos, um deles dava tapas em sua bunda, enquanto ele se arrumava rapidamente para sair daquele contexto hostil. Ele, em minoria, acuado, sem poder para reagir, apenas pedia para o cara parar. Mas não adiantava.

Eu fiquei muito sério, meio desnorteado, sem entender o que de fato acontecia, exatamente por não conhecer as pessoas envolvidas nesse caso. Eu tentava entender se realmente havia alguma intimidade ali entre “amigos”, se aquilo era algum tipo de palhaçada entre amigos, ou se realmente era um contexto homofóbico. E, nessa tentativa de entender, eu ficava com minha atenção e olhar totalmente direcionado para a “vítima” enquanto eu me trocava, tentando captar alguma resposta não-verbal que me fizesse entender o que estava acontecendo, e também torcendo para captar um: “Poha! Vocês me respeitem. Vocês podem pensar o que vocês quiserem, mas me respeitem. Não interessa! Isso é o mínimo! E a próxima vez que você tocar em mim (se referindo ao tapa na bunda), você vai para a delegacia”. Eu estava torcendo para: ou captar que, de fato, aquilo era só uma brincadeira infantil e a própria vítima estava também levando na brincadeira (o que também não deixa de ser preocupante), ou captar que aquilo realmente era uma coisa séria.

E a conclusão não demorou. Entre tapas, brincadeiras e assédio moral, percebia que a “vítima” ficava cada vez mais inquieta, séria, constrangida e organizava seus pertences em uma mochila com uma rapidez que, se eu o tivesse imitado não teria perdido o horário do filme no cinema. Nessa velocidade em organizar suas coisas para ir embora de toda aquela zona de conflito, sem perder uma oportunidade, enquanto eu estava saindo do vestiário, ainda ouvi falarem: “Cuidado pra não rasgar a mochila com essa agonia toda! (E todos riam, como uma forma de valorização da ideia da soberania do HOMEM MACHO sobre o HOMEM MULHERZINHA)“.

Não é preciso ser homossexual para se colocar no lugar de constrangimento que aquele cara passou, e também no MEDO que ele sentiu. Sim, medo! Claro! Vocês têm dúvida de que aquele cara sentiu medo? Como um ser humano deve se sentir diante de outros que não respeitam o seu semelhante? O mesmo deve sentir uma mulher, quando anda de saia à noite. O problema não está na escolha sexual, o problema não está na saia curta. O problema está na desumanidade cada vez mais presente na humanidade. E assim como não preciso ser homossexual para me colocar no lugar dele, também não preciso ser uma criatura escrota simplesmente pelo fato de ser heterossexual. E estou usando o termo “criatura escrota” como um nível acima do patamar “machista”, uma vez que, inevitavelmente, ainda vivemos em uma sociedade machista, e ainda que se tenha um pensamento diferente, é difícil afirmar ser 100% não-machista. Isso seria hipocrisia, uma vez que ainda existem comportamentos e hábitos que ainda são “medulares” (fazendo analogia às respostas mediadas por reflexos oriundos da medula espinhal, ou seja, que não passam pelo encéfalo). É cultural (infelizmente) um comportamento ou outro machista, mas que bom que isso está em evolução. Entenda e perceba que não estou afirmando que: “ahhh, é cultural, sempre foi e vai ser assim, não posso fazer nada. Fodam-se, vão ter que conviver com isso”. Nada disso. O que trago é apenas uma constatação histórico-cultural. O que podemos mudar é o presente e o futuro; mas a constatação sociocultural, não.

Diante dessa insanidade, muitos pensamentos no caminho de volta para casa:
1) “Por que eu não fiz nada?”;
2) “Eu poderia fazer alguma coisa?”;
3) “Se eu o defendesse, as pessoas iam pensar que eu também sou homossexual”;
4) “Pensar isso também não seria um preconceito da minha parte?”;
5) “Eu estou chegando agora nesse local de trabalho, talvez não entenda as relações que as pessoas têm entre si. Será que seria muita exposição eu chegar agora, do nada, e já ir me intrometendo numa discussão dessas pessoas? O que fazer?”;
6) “Será que eu não intervi porque também seria minoria e, no fim das contas, ia haver um deslocamento do assédio para o meu lado?”;
7) “A minha omissão permitiu tudo aquilo?”;
8) “A minha intervenção poderia interromper tudo aquilo?”;
9) “Será que eu fui covarde diante da minha omissão?”;
10) “Será que seria precipitação se falasse algo?”.

Mas, então, eu me pergunto: qual o sentido da homofobia? O que leva um homem à colossal necessidade de tornar pública a sua virilidade? Qual a necessidade de mostrar que EU SOU MACHO PRA CARALHO E ELE É UMA BICHINHA MANHOSA? Qual a necessidade disso? O que se ganha com isso? Ganha-se mais respeito pelas outras “criaturas escrotas”? Faz sentido ser respeitado à medida que desrespeita outrem? Qual o objetivo de diminuir um outro ser humano simplesmente porque ele não compartilha dos seus gostos? Isso o torna menor? Isso o torna incapaz? Isso o torna objeto de graça? Ainda que fosse menor, incapaz e objeto de graça, o que se ganharia com isso? O que eu ganharia diminuindo uma outra pessoa?

No que a minha vida muda se uma outra pessoa gosta de uma criatura do mesmo sexo? Nada, não muda nada. Muito pelo contrário. Se isso a faz feliz, então, ótimo. Seja feliz! O mundo precisa de mais pessoas felizes, pessoas que são aquilo que realmente desejam, que trabalham naquilo que realmente sonham, que estão ao lado daqueles que realmente amam. Isso não é problema. Muito pelo contrário, isso é a solução. E a solução está na liberdade e na igualdade por dignidade.

Então, para quem pensa que outra pessoa é menor e digna de PENA ou DESPREZO por se comportar sexualmente diferente, é bom parar pra pensar.

Rafael Urquisa Postado por Tags:
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23 maio 2016

Look do dia – Caveiras + Ahimsa

Eu amo roupa preta e caveiras, fato, e essa roupa tem totalmente o meu estilo! Nunca tinha feito essa combinação de peças e fiquei apaixonada. Raramente uso essa blusa porque não saímos mais pra lugares que ela combine, mas que besteira, né? Terminei usando pra ir pro cinema e gravar o vlog com o Bora Veganizar, rs. Nunca tinha usado coturno assim por fora da calça e achei bem estiloso.

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A blusa foi comprada no Ebay há alguns anos atrás. Depois que me tornei vegana não compro mais coisas da China por causa da forma de produção e as polêmicas sobre trabalho escravo. Não vou me aprofundar no assunto, mas isso daria um post que talvez no futuro eu traga pro blog.

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O coturno é da Ahimsa, marca vegana de sapatos, já fiz post sobre eles aqui no blog. É muito confortável e resistente.

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Quando uso alguma roupa assim com bastante estampa, prefiro acessórios simples como esse brinco com pedra preta. De maquiagem só um pó, blush, brilho labial e rímel.

Look do dia - Caveiras + Ahimsa

Esse é o meu ankh, o mais bonito que já vi 🙂 É um xodó e quase sempre está no meu pescoço.

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Look do dia - Caveiras + Ahimsa

Calça: Handara | Blusa: Ebay | Coturno: Ahimsa | Brincos: Renner

E aí, gostaram do look? 😀

Juliana Urquisa Postado por Tags:
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22 maio 2016

Você já concluiu seus estudos? (Versão II)

Você já concluiu seus estudos? (Versão II)
Imagem: vinanetflixbrasil.blogspot.com.br

PARANDO PRA PENSAR sobre a conclusão dos estudos (II)
* Leia aqui a parte I.

Em uma formatura de uma amiga, ainda que com alcoolemia elevada, uma coisa me chama a atenção e até arrepia: em meio à descida dos formandos surge uma cabeça branca. É um senhor com a idade por volta de uns 60 anos, talvez mais, talvez menos. De marcha um pouco menos veloz, cabelos totalmente brancos, abdome globoso pela sua fisiologia hormonal já “cansada de guerra” e marcas de experiência no rosto, um típico “senhor de idade”, considerando o ponto de vista CRONOLÓGICO, anatômico, fisiológico. Ele desce usando um chapéu, com a música Paraíba de Luiz Gonzaga. Se é paraibano, não sei, se é oriundo do sertão, também não sei. Mas, com certeza, pela idade, pela música, pelo que quis representar naquele momento, houve muita luta e muita superação, assim como comumente é na vida de um sertanejo, na vida de um nordestino. E isso me fez pensar muito no texto que havia escrito Você já concluiu seus estudos?. E me fez pensar mais ainda e especificamente na frase do filme “O aluno”, que até cito no texto: “você não termina de aprender enquanto não tiver terra em seus ouvidos”.




E, mais do que admiração, e de ter PARADO PRA PENSAR novamente sobre a conclusão dos nossos estudos, eu parei também pra pensar sobre o quanto eu poderia também devolver para aquele senhor o sentimento que ele me proporcionou. Mas como? Simplesmente valorizando aquilo. Eu poderia ter ido até ele e compartilhado o que eu estou escrevendo aqui agora (depois da formatura), exatamente isso. Tenho certeza que isso faria bem pra ele, valorizaria seu esforço, e poderia motivá-lo mais ainda para sempre continuar nesse sentido. Lembro sempre, há muitos anos, de uma vez que, em uma livraria, quando abri a biografia de Einstein. A primeira frase que li: “A vida é como andar de bicicleta: para ter equilíbrio você tem que se manter em movimento”. É isso: se você para de aprender, para de sonhar, para de seguir seu caminho, você cai, você morre enquanto existência (permanecendo apenas como substrato).

E também surge a curiosidade: qual a real idade daquele senhor, o que havia feito todo esse tempo antes, seria a segunda ou terceira graduação, teria agora realizado o sonho de se formar em algo, teria iniciado uma graduação após a aposentadoria? Não sei, assim como também não sei se é paraibano, nem se é do sertão. Não sei de nada, simplesmente porque perdi a OPORTUNIDADE. Já discutimos em texto anterior sobre oportunidade. E essa passou. Perdi. E o tempo corre pra frente. Mas serve de experiência para uma ocasião semelhante no futuro.

Então, quando acharmos que estamos velhos demais para estudar ou que já concluímos os nossos estudos, é bom não só PARAR PRA PENSAR, como também usar a história desse cara como exemplo.

Rafael Urquisa Postado por Tags:
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20 maio 2016

Receita de Pãozinho de Batata Doce com Chia

Pãozinho de Batata Doce com Chia

Essa receita é bem parecida com o falso pão de queijo (vegano) que já trouxe aqui, só muda um pouco a quantidade dos ingredientes, mas ela pode ser feita igualzinha ao pão de queijo substituindo a batata inglesa por batata doce e adicionando a chia. Fica muito gostoso, saudável e pros fitness de plantão ótimo pra comer antes ou após o treino e até no lanchinho da tarde.

Ingredientes

2 xícaras de chá de batata doce cozida e amassada (500 g) * Espere friar apenas no ponto que não queime a mão.
1 1/4 xícara de chá de polvilho doce
3/4 xícara de chá de polvilho azedo
1/2 xícara de chá de água
1/4 xícara de chá de azeite (60 ml)
1 colher de sopa de chia
1/2 colher de sopa de sal




Pãozinho de Batata Doce com Chia

Modo de Preparo

1. Coloque a chia de molho na água por 15 minutos;
2. Misture todos os ingredientes numa tigela até obter uma massa homogênea. Adicione temperos se preferis, como orégano e alecrim;
3. Faça bolinhas não muito grandes e leve pra assar em forno médio pré-aquecido por mais ou menos 30 minutos ou até estarem corados e rachados.

Pãozinho de Batata Doce com Chia
Pãozinho de Batata Doce com Chia

Facílimo de fazer! Comi com tofu e chá de hibisco à noite, por isso as fotos não ficaram muito legais, afinal não deu pra guardar pro outro dia, hahaha!

Receita: Tips4Life

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19 maio 2016

Resenha A Política Sexual da Carne de Carol J. Adams

A_POLITICA_SEXUAL_DA_CARNE_1344426450BA Política Sexual da Carne – A Relação Entre o Carnivorismo e a Dominância Masculina
Autora: Carol J. Adams
Ano: 2012
Páginas:n352
Editora: Alaúde

Publicada pela primeira vez no Brasil, esta edição comemorativa de 20 anos traz o texto de uma das principais referências teóricas para a compreensão e o estudo das influências de uma sociedade patriarcal nos hábitos alimentares e na relação de seus membros com as mulheres e os animais. É impossível ficar indiferente à tese defendida por Carol J. Adams de que a matança de animais e a violência contra a mulher estão intrinsecamente ligadas. Mais que pregar uma dieta sem carne, esta obra polêmica e provocadora promete estimular as reflexões e os debates necessários para que se construa um mundo mais igualitário.

Terminei de ler esse livro faz algumas semanas, mas confesso que tive medo de escrever algo sobre ele e não ser à altura. É como escrever uma resenha sobre algo que nem sei explicar, com certeza vou reler um dia, encaro essa obra como uma bíblia pro feminismo e vegetarianismo e foi uma bagagem tão grande de conhecimento no decorrer da leitura que ainda tento digerir todo o aprendizado.

A Política Sexual da Carne - Carol J. Adams

Carol J. Adams conseguiu reunir relatos e história real, a bibliografia é gigante constando todas as referências, então é impossível fechar o livro e pensar algo como “Nossa, que viagem” porque infelizmente, é tudo real, é história. A autora faz uma análise sobre como o feminismo e o vegetarianismo sempre estiveram de mãos dadas, como as feministas mais citadas da história foram vegetarianas, mas esse aspecto nunca aparece em suas biografias.




A Política Sexual da Carne - Carol J. Adams

A ligação entre o patriarcado, a política sexual por traz do consumo da carne, os homens elevados ao posto de líderes do lar e da sociedade. O domínio daqueles que se alimentam de determinada forma e como o vegetarismo veio ganhando forças nos últimos 100 anos. Como após a segunda guerra mundial o vegetarianismo cresceu e no que isso interferiu na vida das pessoas. As mulheres e sua relação com a carne e o dever de preparar a comida dos homens, a sexualização dos animais e a animalização das mulheres frente ao controle do sexo masculino são assuntos abordados por Carol.

A Política Sexual da Carne - Carol J. Adams

Uma das coisas mais interessantes foi quando Carol mostra os livros antigos que tratavam o consumo da carne de forma sutil. Grandes escritores e estórias que eu jamais tive conhecimento que determinados personagens eram vegetarianos (como Frankestein que é vegetariano na obra e nunca tinha lido nada sobre isso) e como isso influiu na sociedade. Passei a ver as propagandas e certos comentários do dia a dia de forma diferente, como se tivesse aberto a mente pras entrelinhas postas à nossa mesa diariamente. Carol precisou correr muito atrás e pesquisar em bibliotecas e com os amigos e familiares das pessoas que ela escreveu porque a maioria das coisas não está disponível facilmente na internet, principalmente como as feministas estavam ligadas diretamente a causa animal. Entendi que oprimidos entendem oprimidos e as mulheres antigamente (hoje ainda somos oprimidas, mas antigamente bem mais) compreendiam a causa animal em sua maioria e sempre estavam em protestos tanto pessoalmente, como entre seus amigos e onde elas escrevessem.

Uma boa reflexão também é a forma como o homem está intrinsecamente ligado à morte, tanto com a caça, como com as guerras, e as mulheres à vida. O poder de gerar uma vida interfere diretamente na forma como as mulheres lidam com a vida. Um exemplo interessando no livro é: Quando uma mulher vê um animal ferido na floresta, ela pensa em cuidá-lo, enquanto que o homem pensa em matá-lo. Estou falando no contexto histórico, claro que os homens vem evoluindo muito, mas historicamente falando os homens sempre foram aqueles que devem caçar, que não sentem pena, que devem ser os machos, que vão pras guerras, etc.

A Política Sexual da Carne - Carol J. Adams

O livro também traz várias citações de feministas, médicos e escritores. Separei alguns:

“Para ser feminista, a mulher precisa primeiro se tornar feminista. As feministas não percebem coisas diferentes das percebidas pelas outras pessoas; elas percebem as mesmas coisas, de maneira diferente. A consciência feminista, posso arriscar dizer, transforma um ‘fato’ numa ‘contradição'”.
– Sandra Li Bartky

“Quase não há seres humanos no curso da história que tenham morrido por um disparo feito por uma mulher; a imensa maioria dos pássaros e feras foi morta por vocês, não por nós.”
– Virgínia Woolf em Sociedade das Excluídas

“O homem andava com o animal, inquilinos do mesmo teto;
A mesma mesa ele tinha, e a mesma cama;
Nenhuma morte o vestia, nenhuma morte o nutria.”

– Alexander Poper em Éden

“Tinha tido o prazer, pelo menos, de morrer de morte natural.”
– Margareth Drabble em A Era do Gelo quando um faisão morre de ataque cardíaco.

“Acho que você devia perguntar quem começou a comer carne, e não quem recentemente a dispensou.”
– Plutarco em resposta a alguém que lhe pergunta por que Pitágoras se abstinha de comer carne.

“Por que você me pede para lhe dar satisfação por comer decentemente?”
– Bernard Shaw ao ser indagado por que era vegetariano.

“Eu poderia lhe dizer agora que sou vegetariana, mas vamos deixar isso de lado. Não vou entrar nas razões. Se você não as entende, não há muita coisa para dizer; e, se as entende, não preciso dizer nada.”
– Lynn Meyer em Thriller de Bolso

A Política Sexual da Carne - Carol J. Adams

Comprei o livro no VegFest e consegui o autógrafo da autora, legal porque foi na semana do meu aniversário e foi um presente e tanto. Carol viaja o mundo dando palestras sobre esse e seus outros dois livros (The Pornography of Meat e Living among Meat Eaters) que ainda não foram trazidos pro Brasil. Eu tinha uma leve noção de que o vegetarianismo e feminismo estavam interligados por causa do facebook e como as fêmeas das outras espécia são oprimidas, exploradas e estupradas diariamente pro prazer culinário, muito mais do que os machos, mas esse livro traz um contexto histórico desde quando nós mesmas, mulheres humanas tínhamos mais conhecimento disso e éramos mais empáticas com relação à isso.

A Política Sexual da Carne - Carol J. Adams

Percebo que no decorrer dos anos o feminismo se distanciou do vegetariano, infelizmente, talvez isso se deva aos avanços sociais e ao distanciamento da carne em si como animal da sociedade, o meio rural se distanciou do meio urbano e isso contribuiu pra alienação sobre como e de onde vem a carne e como ela é produzida. Li algumas resenhas criticando o livro e uma maioria elogiando. Pra mim é um livro obrigatória pra todas as pessoas, homens, mulheres, vegetarianos ou não. Ele abre os olhos, destaca hábitos inconscientes do ser humano tornando-os questionáveis, ou seja faz a gente pensar e tudo que abre a nossa a mente é bom pra sociedade em geral. Mas principalmente pras mulheres por ter um contexto em que elas estão inseridas como oprimidas e pra conhecimento sobre feminismo e vegetarianismo.

Juliana Urquisa Postado por Tags:
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18 maio 2016

Primeiro Mini Curso da Vegaria – Pães Veganos

Primeiro Mini Curso da Vegaria - Pães Veganos
Imagem: Nuvon

A Vegaria, como vocês sabem, é o primeiro empório totalmente vegano do Nordeste! Isso já é excelente, mas tem como melhorar, acredita? Essa semana eles divulgaram que darão o primeiro curso de culinária vegano, o primeiro de muitos! Esse mini curso será de pães, com 5 receitas de pães veganos que podem ser feitos no dia a dia. A demonstração terá duração de 4 horas e cada participante vai receber uma apostila com 15 receitas e variações além de aprender a preparar e manter o seu próprio fermento natural (Levain).

Os astros do curso serão:

Pão australiano – Pão de centeio integral com Levain
Pesto Rool – Pão enrolado com manjericão e molho pesto
Foccacini – Mini focaccia rápida
Pão de mini hamburguer – Pão de hamburguer caseiro
Anpan / Anko – Pão com recheio de doce de feijão azuki
Fermento natural




Eu amo fazer pão em casa, são mais saudáveis e saborosos e pra quem tá procurando uma renda extra é uma ótima oportunidade. O mercado de produtos saudáveis só faz aumentar e você pode mesclar os pães às suas receitas incrementando mais qualidade nos seus ingredientes. Adriano (quem vai ministrar o curso) sempre deixa todo mundo com água na boca com os pães maravilhosos que faz em casa, um mestre da fermentação natural Eu já garanti minha vaga, e você vai ficar de fora?

PS: Infelizmente as vagas já acabaram 🙁 Mas agora é possivel comprar uma apostila virtual com 15 receitas de pães por apenas R$ 5,00 com toda a renda destinada para a causa animal! Acesse o link pra comprar -> http://adrianoponte.com/

Inscrição: R$ 60,00.
Mini Curso ministrado por Adriano Acioly Ponte.

Compre acessando o site http://adrianoponte.com/ ou no local.
Manhã 15 vagas – 05/06 – 08:00 às 12:00
Tarde 15 vagas – 05/06 – 14:00 às 18:00
Local: Vegaria – Empório Vegano
Rua Barão de Souza Leão, 221; loja 01. Boa Viagem.
Fones: 3128-3344 / 99721-0592

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17 maio 2016

Vegan Friend TAG no Canal Bora Veganizar

Vegan Friend TAG no Canal Bora Veganizar
Imagem: Bora Veganizar

Fui convidada pela Cecília do blog Bora Veganizar pra respondermos a Vegan Friend TAG! Apesar da vergonha foi maravilhoso, ela me deixou super à vontade e com o tempo fui descontraindo e relaxando mais no vídeo. A experiência foi ótima!

Cecília começou o Bora Veganizar no iníciode abril e só faz crescer porque o conteúdo é excelente e feito com muito carinho e perfeição. Ela montou uma equipe que conta com veterinárias, advogadas e nutricionistas que trazem assuntos atualizado que fazem diferença no dia a dia e aprendizado sobre o veganismo. As categorias abordadas no blog são receitas, viagens, espiritualidade, dicas de restaurantes e proteção animal.

O canal no youtube é bem divertido e conta com os erros de gravação que fazem a gente rir bastante, hahaha! Tem vídeo novo toda terça e hoje foi pro ar o vídeo com a minha participação \o/

Assistam, curtam e se inscrevam no canal Bora Veganizar pra ficar sabendo sempre que um vídeo novo for postado 😉 Tem algum amigo vegano ou vegetariano? Responde a TAG também e conta pra gente nos comentários do vídeo 😀

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16 maio 2016

Sorteio de Inauguração da Espaço Laser Recife!

Passei 1 semana ausente do blog resolvendo algumas coisas pessoais e também descansando, porque né?! Rsrs. Mas VOLTEI com um sorteio super bacana pra vocês! Agora corre porque é só até quinta, heim!

O blog Um Café e Um Amor em parceria com a Clínica de Depilação Espaço Laser vai sortear 15 tratamentos completos das axilas e mais 15 vales no valor de MIL REAIS de desconto pra qualquer outra área do corpo! Os prêmios serão divididos entre aqui no blog, facebook e instagram (www.instagram.com/juliana.urquisa), 5 pra cada! Aproveite todas as chances e boa sorte!

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A Espaço Laser vai inaugurar sua primeira loja em Recife na próxima quinta-feira, dia 19 de maio, no Shopping RioMar e promete abalar as estruturas das concorrentes. O método que eles utilizam é quase indolor comparado aos outros e os preços bastante justos. Essa técnica pode ser usada em qualquer área do corpo como pernas, buço, braços, barba, barriga, etc.

Com mais de 12 anos de experiência, somos a melhor clínica de depilação a laser do Brasil!

A tradição da Espaçolaser é nosso motivo de orgulho. A primeira clínica foi fundada em 2002 com o propósito de melhorar a qualidade de vida das pessoas que prezam por saúde, beleza e bem estar. Desde o início nossa técnica – que é superior à todos os modelos oferecidos atualmente – atraiu uma grande quantidade de clientes.

Hoje atendemos em 40 clínicas espalhadas por 7 estados do Brasil, sendo 30 no estado de São Paulo Com mais de 1.000.000 de tratamentos realizados.

O laser Alexandrite, método utilizado, é o mais sofisticado do mercado por possuir um sistema especial de resfriamento por gás criogênio, tornando a aplicação mais rápida e confortável que os demais métodos.




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Pra concorrer preencha o formulário abaixo e siga o regulamento.

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Regulamento:

Para concorrer basta fazer login com seu e-mail ou facebook na caixa acima. Curtir a fanpage do blog é o único item obrigatório.
Prêmio: 1 tratamento completo das axilas (10 sessões gratuitas) + Vale no valor de MIL reais de desconto para qualquer outra área do corpo. Não é obrigatória a compra de nenhum outro tratamento, o ganhador pode apenas usar o tratamento das axilas sem custo algum.
A promoção começa em 16/05/2016 e termina em 19/05/2016.
O participante deve morar em Recife ou região metropolitana.
Preencher o formulário.
O ganhador tem até 3 dias para reclamar o prêmio.
O ganhador receberá um e-mail e deverá responder em até 3 dias corridos, caso contrário será realizado um novo sorteio.

Boa sorte!

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09 maio 2016

Comprei na Manglier – Óculos de Madeira Artyeto

Eu estava doida por um óculos escuro novo e despojado e depois que fiz esse post com 11 Marcas de Óculos de Madeira Feitos à Mão me apaixonei e tive certeza que o meu próximo seria um deles. Depois de muito pesquisar conheci a loja Manglier que fica em Olinda, eles revendem a marca Artyeto além de também terem camisas lindas com uma malha bem diferenciada e preços justos.

Óculos de Madeira Frito à Mão Artyeto - Manglier
Óculos de Madeira Frito à Mão Artyeto - Manglier

O legal da loja é que eles possuem um serviço de Box Delivery (pra quem mora em Recife e Olinda e prefere provar os óculos antes de comprar), basta entrar em contato e escolher um horário que alguém leva os produtos pra você ver, sem custo adicional. Usei esse serviço e fui atendida pelo Cláudio que fez questão de levar vários óculos e me deixar super indecisa, hahaha, queria ter ficado com vários! Terminei escolhendo o modelo Narcisa na madeira Maracatiara que deixa o rosto bem feminino, a madeira tem o aspecto cru e a lente é clara. Prefiro óculos escuro de lente mais clara porque muito escuro me dá sono e me deixa meio cega, rs. Pra quem mora em outros estados pode comprar através da loja on-line, eles enviam pra todo o Brasil.

Óculos de Madeira Frito à Mão Artyeto - Manglier




Óculos de Madeira Frito à Mão Artyeto - Manglier

Destaque pra leveza e o cheiro de madeira delicioso das peças! Os óculos vêm numa caixa de madeira e num case com elástico, um mimo de embalagem e cuidado. A garantia é de 6 meses contra defeitos de fabricação e qualquer problema como quebra de haste é só entrar em contato com a loja que eles arrumam por um preço camarada.

Óculos de Madeira Frito à Mão Artyeto - Manglier Óculos de Madeira Frito à Mão Artyeto - Manglier

Agora observa na foto abaixo a tag das camisas que a Manglier vende! Sim, são tags semente! Fiquei apaixonada e mesmo sem comprar a camisa (ainda… o aniversário do maridão tá chegando =x) ganhei a tag do Cláudio e tô morrendo de curiosidade sobre que flor vai nascer 😀 É só recortar com cuidado o papel pra não danificar as sementes, plantar e esperar nascer

Óculos de Madeira Frito à Mão Artyeto - Manglier

Vale super a pena investir num acessório desse, sustentável, feito em madeira de reflorestamento assinada pelo Ibama e feito à mão com carinho. Gostou? Manda um whatsapp pra Manglier e agenda um dia e horário pra eles te mostrarem os modelos sem compromisso 😉

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Não é publieditorial, como vocês me conhecem quando compro algo que me agrada sempre trago a dica num post bem bacana. Gosto de divulgar o que julgo divulgável, rs. Algumas coisas são tão legais que nem precisam pagar pra gente falar bem 😉

Juliana Urquisa Postado por Tags:
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08 maio 2016

O quanto a propaganda nos influencia?

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Documentário PROPAGANDA:

Compartilho um documentário interessante, o qual mostra os métodos que a PROPAGANDA utiliza para MANIPULAR, NEUTRALIZAR e/ou ANESTESIAR a sociedade, demonstrando claramente como ela é usada pelas empresas, governos, religiões, grupos terroristas, políticos, arte, etc. Muito bom! Ele mostra, inclusive, a farsa da democracia, disfarçada de simples eleições, e como a propaganda é capaz de despertar a motivação na sociedade de uma forma serena, para que os manipulados sigam à “forca” determinados, felizes e sorridentes (e iludidos). O vídeo se dirige principalmente à influência norte-americana sobre o resto do mundo, contada a partir de uma perspectiva norte-coreana. Vale a pena.




Você é TOTALMENTE responsável pelo que pensa e faz? Será que a propaganda (a mídia) não exerce nenhuma influência sobre isso?

Diante dessas duas questões lembrei da citação de Sócrates: “Quem não pensa é pensado por outros”. Às vezes (muitas vezes) (quase sempre) (toda hora) a mídia empurra hábitos e valores guela-a-dentro, pensando por nós, influenciando comportamento, pensamento, valores e o que quer que seja. E aí, independente de vermos essa dualidade norte-americana e norte-coreana um pouco de longe, isso nos permite refletir sobre as influências que NÓS TAMBÉM recebemos e somos manipulados por ESSAS PROPAGANDAS (não só empresariais, mas sociopolíticas de uma forma geral). Ficam essas duas perguntas, então, para se pensar depois do vídeo. 🙂

Rafael Urquisa Postado por Tags:
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