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31 ago 2017

Sobre o “modo-piloto-automático” do desrespeito

PARANDO PRA PENSAR sobre o “modo-piloto-automático” do desrespeito

Era uma vez um homem que estava dirigindo e parou em um semáforo. Nesse instante, uma mulher muito bonita aguardava para cruzar a faixa de pedestres. Com a confiança diretamente proporcional ao valor do bem móvel, o homem baixa seus óculos escuros para olhar melhor “o produto”, dá duas buzinadas e, para completar o flerte, profere um elogio de forma bastante carinhosa: “- Delícia!”. Na cabeça do rapaz, é claro que toda mulher gosta de ouvir e vivenciar essas coisas. Sendo assim, por que não fazê-lo? Receber buzinadas nas ruas, ser chamada de “delícia” ou “gostosa” é algo que valoriza as qualidades daquele “alvo”, pensa o rapaz. Rapidamente, a garota olha para o homem e sorri, aceitando o flerte. Ela vai em direção ao carro e entra. Os dois se cumprimentam, em meio aos 10 segundos restantes de sinal vermelho, e seguem suas vidas. E, claro, foram felizes para sempre.

Era uma vez um motociclista que buzinava para todas as mulheres as quais ele encontrava no caminho. Talvez, pensasse ele, como uma forma de homenagem à beleza feminina. Mas não bastava apenas buzinar, era também importante conferir se a parte de trás era tão agradável quanto a parte da frente. Para isso, ao estilo ” O Exorcista”, o motociclista voltava sua atenção para o exame físico posterior daquele “objeto” mirado anteriormente. Na cabeça desse rapaz, ele também pensa que toda mulher gosta de ouvir e vivenciar essas coisas. Sendo assim, por que não fazê-lo? Receber buzinadas nas ruas, ser “secada” visualmente é algo que valoriza as qualidades daquele “alvo”, pensa o rapaz. Confiante de que essa é uma estratégia autêntica, inteligente, saudável e respeitosa, ele sempre continuou fazendo. Assim, certo dia, encontrou o amor da sua vida, que subiu na garupa de sua motocicleta e seguiram a vida, sendo felizes para sempre. Mas, nesse dia, esse homem tinha apenas um capacete consigo. Como transportar mais uma pessoa, então? Esse, de fato, não era um problema. Afinal de contas, por que se preocupar em respeitar as leis do trânsito se não há respeito nem “às leis do próximo”?

Essas duas histórias podem estar contidas na semana de todos nós. No entanto, retirando a parte do final, em que tudo dá certo, em que as pessoas ficam juntas e são felizes para sempre. Isso não é a realidade! Isso não acontece! Nenhuma mulher gosta disso. E não preciso ser mulher para perceber/sentir isso. Assim como não é preciso ser negro, homossexual ou estar na condição de migrante para perceber o racismo, o preconceito, a xenofobia. É incrível como eu me deparo com isso todos os dias no trânsito. E, quando isso acontece, além de sentir vergonha (muita “vergonha alheia”) e nojo, eu fico me perguntando: “Qual o sentido de o cara fazer isso? Ele acredita mesmo que essa é uma forma bacana de atrair alguém? O que ele espera? De verdade, o que ele espera? Que a mulher ache lindo e fofo um cara escroto e desconhecido buzinando para sua bunda? Que ela olhe pro cara e solte beijinhos? É isso? Se for, tem algo errado!”.

Mas eu acho que esse é o pensamento. Só pode. E, se assim for, há muita idiotice ou muita loucura, ou os dois juntos! Porque pelo mínimo de racionalidade que você tenha, não é difícil concluir que isso é um grande desrespeito. Acho que consegui ser bastante nojento nessas duas histórias. E essa era a intenção. Mas é, infelizmente, um nojo palpável, concreto, real, diário. E, tenho certeza absoluta que 100% das mulheres que lerem isso já passaram por essa situação ou algo muito próximo disso, seja no trânsito ou fora dele.

Mas, calma, eu não estou falando que ninguém pode mais se olhar. Claro que não. São duas coisas totalmente diferentes. É natural que um homem bonito chame a atenção de uma mulher e que uma mulher bonita chame a atenção de um homem. Aliás, é natural que uma pessoa possa chamar a atenção (generalizando toda classificação de gênero), seja pelo sorriso, pelo cabelo, pela simpatia e, claro, também pelo corpo e pela roupa que esteja usando. Mas, calma, eu falei em “corpo e roupa que esteja usando”, mas apenas queria destacar que isso não é convite para estupro ou comentários indelicados. Retomando, é claro que uma mulher bonita me chama a atenção. Isso é inegável. Mas isso não quer dizer que eu precise tocar no corpo dela, que eu precise chamar de “gostosa”, que eu precise ser infiel, que eu precise ficar “secando”, buzinando, e, finalmente, DESRESPEITANDO E INVADINDO SEU ESPAÇO. São coisas totalmente diferentes. E, pra isso, não é preciso que se seja padre ou homossexual, como costumam argumentar. Assim como uma mulher também pode olhar e admirar um homem que passa em seu caminho, sem necessariamente invadir o seu espaço. Isso é natural e direito de qualquer um. No entanto, invadir o espaço do outro é ultrapassar o seu direito e entrar no direito do outro. ESSE É O REAL PROBLEMA.

“- Porra, todas as mulheres que passam aqui na frente esse cara tira onda! Esse bicho é macho mermo!”. É assustador como as pessoas reproduzem esse comportamento e esse desrespeito, no piloto automático mesmo, de forma inconsequente, sem ter consciência de que isso ultrapassa os limites das relações humanas, julgando isso NORMAL e COMUM. Esse é o perigo. Será que a masculinidade ou a virilidade é medida através de quantos assédios você pratica por dia? É óbvio que a resposta é não, mas a ideia desse texto é trazer um desabafo e uma oportunidade para sempre pararmos pra pensar sobre isso.

Forte abraço!

Rafael Urquisa Postado por Tags:
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18 jul 2016

Shampoo Pracaxi & Andiroba Cativa Natureza

Shampoo Pracaxi & Andiroba Cativa Natureza

Esse shampoo da Cativa me dividiu muito, pois eu nunca tinha experimentado um shampoo que não espuma e me frustava quando tinha pressa, rs. A composição é maravilhosa com insumos orgânicos e o perfume é algo que nunca senti na minha vida, uma perfeição Textura cremosa e cor bege transparente. Eu demoro muito pra lavar o cabelo e por isso preciso passar 2 ou 3 vezes shampoo pra lavar bem, e foi isso que me irritou nesse shampoo.

Shampoo Pracaxi & Andiroba Cativa Natureza

Sou uma pessoa prática e vocês já me conhecem, sou pouco vaidosa pra usar esses produtos de beleza muito elaborados ou demorados, portanto esse shampoo não facilitou a minha vida. Eu gostaria de me dar o tempo de um banho gostoso e demorado, mas eu não consigo, sério! Eu tenho ansiedade e tudo na minha vida precisa ser simples e sucinto. Apesar disso, eu amei o perfume e o meu cabelo ficava limpo e disciplinado como não fica com outros shampoos. Não sei se ele pode ser usado como no ou low poo, mas vou deixar a lista de ingredientes no final do post.

Shampoo Pracaxi & Andiroba Cativa Natureza

Eu adorei a textura dos meus cabelos e o cheiro suave, mas duradouro que ele deixa, porém pro meu estilo de vida onde busco coisas práticas e rápidas, ele não foi legal. Na primeira lavagem eu não conseguia espalhar bem e tinha que colocar mais shampoo em cada parte da minha cabeça, já na segunda lavagem eu já conseguia espalhar melhor e sentir a limpeza profunda, as vezes precisava de uma terceira lavagem. Acho que é um produto pra quem tem mais calma, rs.

Shampoo Pracaxi e Andiroba (à venda por R$ 40,00)

Associação de tensoativos suaves e ingredientes orgânicos, como pracaxi, andiroba e extratos naturais de Aloe vera e Erva mate orgânica, promovem limpeza eficaz sem agredir os fios, deixando-os macios e hidratados.

Composição: glyceryl caprylate, *Melaleuca alternifolia (leaf) water, lauryl glucoside, *Pentaclethra macroloba seed oil, *Carapa guainensis oil, glycerin, potassium sorbate , aqua, Aloe Barbadensis (leaf) Extract, dehydroxanthan gum, *Ilex paraguariensis leaf Extract, disodium cocoyl glutamate/sodium cocoyl glutamate, aqua, citric acid, Pogostemon patchouli oil, Cananga Odorata flower oil, Limonene, Linalool e Eugenol. 71,5 % de insumos orgânicos rastreados

Juliana Urquisa Postado por Tags:
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13 jun 2016

E depois disso tudo, como continuar?

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Imagem: Rick Rycroft/AP

Que péssimo dia pra trabalhar, que péssimo dia pra viver, péssimo dia pra ser humana. Como deixar esse sentimento de tristeza e incapacidade de mudar o mundo de lado e simplesmente viver? A minha mente está cheia de pensamentos ruins sobre as pessoas, está cada dia mais difícil manter a fé na humanidade. Não encontro uma saída, não existe mais esperança dentro de mim.

O que aconteceu ontem, o que aconteceu mês passado, o que acontece há anos e diariamente é de me partir em mil pedaços. Eu continuo tentando me juntar notícia após notícia, mas quanto mais o tempo passa menos eu consigo sorrir. A verdade é que lidar com a sociedade vem sendo uma árdua tarefa de uns anos pra cá. Evito conversar, evito pessoas. Infelizmente a maioria das pessoas que convivo não são as pessoas que eu gostaria de ter do meu lado durante a maior parte do meu dia. Infelizmente tenho que conviver com gente machista, homofóbica, etc na maior parte do meu tempo e isso está me destruindo por dentro.

Eu só queria gritar pra todo mundo calar a boca e observar um pouco ao redor, ler uma poesia, estudar um bom livro, abrir a mente e o coração pra esse mundo maravilhoso em que vivemos e que ESTAMOS DESTRUINDO! Como as pessoas são mesquinhas e só pensam em ter mais tempo em ir pro cinema, em ir numa loja comprar o celular mais novo, em ter o carro 0 km… Eu só estou cansada disso tudo e queria sumir agora, sumir pra uma praia deserta e apenas respirar sem nada na minha mente, sem esse sentimento horrível no peito e esse nó na garganta… Não, eu não queria ir sozinha pra lá, eu queria levar todo mundo que se sente como eu, que queria sumir como eu e que se sente como eu em relação às pessoas.

Como continuar sendo fútil depois de tudo isso? Como continuar conversando merda depois de tudo isso? Como continuar olhando nos olhos de pessoas machistas e homofóbicas que TEMOS que conviver diariamente? Alguém me ajuda, porque eu não sei mais 🙁

Juliana Urquisa Postado por Tags:
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10 jun 2016

Dicas de Presentes para o Dia dos Namorados

Domingo é o dia dos namorados, que bom que esse ano caiu no final de semana, hahaha. Vocês sabem o que vão dar pros seus amores? Pra quem ainda está na dúvida, fiz uma listinha com lojas bem bacanas pra inspirar vocês:

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Óculos escuro – Manglier
A manglier tem óculos da marca Antyeto e também de fabricação própria. Pra quem gosta de inovar e surprender, os modelos feitos à mão de madeira são uma ótima opção.

Bolsa pra bike e de costas – Modelaria
Quem namora bikemaníaco como eu pode dar essa bolsa pra guidom de bicicleta, amei essa na cor verde militar. Aproveita e compra algo pra você também, eu ia amar essa na cor goiaba.

Bermuda feita com matéria prima 100% reciclada – Tiê Moda Sustentável
Descobri recentemente e Tiê e as roupas são feitas de material reciclado! Babei na proposta e seria um presente incrível, né? Tem roupa pra homem e pra mulher.

Bota Plateossauro – Vegano Shoes
Ou qualquer outro sapato da loja, tem sapato social, bota, coturno, sapatilha, tênis, etc. Me amarro no estilo dessas botinhas.




Cosméticos e Maquiagem – Lola Cosmetics / Lush
Gel de banho, cremes pro corpo e pra massagem, batom, esmalte. Quem tem um amor bem vaidoso pode se jogar nas opções, com certeza vai deixar o(a) companheiro(a) feliz.

Câmera analógica ou Instantânea – A Maquininha / Fujifilm
A Maquininha personaliza as câmeras analógicas e tornam o presente ÚNICO, a fujifilm possui o modelo instax tipo polaroid toda fofinha e de diversas cores. Pra quem namora alguém louco por fotografia 🙂

Escova rotatória – Diversas marcas
Esse item está na minha wishlist e é um dos produtos mais desejados do UNIVERSO. Se você namora alguém com cabelo comprido e que curte fazer uns ajustes nas madeixas, nada mais justo do que dar uma dessas pro seu amor perder menos tempo na frente do espelho kkkkkkk

Espero que tenham gostado. Lembrando que presei por compartilhar marcas que fazem produtos à mão e veganos (exceto os eletrônicos) 😉

Veja o post com as dicas de 2015!

Feliz dia dos namorados!

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09 jun 2016

13 Passos para reduzir seu lixo diário

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Imagem: Pixabay

Toalhinha na bolsa

Essas toalhinhas são super fáceis de encontrar e baratas. Ando sempre com uma dentro da bolsa pra secar as mãos após lavar, assim evito de usar papel toalha.

Não peça a sua via do cartão

Ô papelzinho inútil, viu! Quando passamos algo no cartão em débito ou crédito recebemos aquela 2ª via pro nosso controle pessoal, mas gente hoje em dia podemos acessar tudo pela internet, smartphone, e é uma inutilidade isso. Alguns comerciantes perguntam se você quer a 2ª via, diga que não, simples assim. Eu sempre digo logo após digitar a senha. Confiro o valor pago no visor e pronto, menos 1 papel.

Cancele correspondências

Fatura de cartão de crédito é algo facilmente acessado e pago pela internet, a correspondência não tem necessidade nenhuma exceto pra comprovação de residência, pra essa finalidade você pode usar outra conta. Se você pagar suas contas pela internet, cancele todas as correspondências em papel e deixe apenas 1 pra comprovação de residência se necessário, como água ou energia.

Composteira

O ideal é evitar ao máximo desperdiçar alimentos, mas caso seja necessário pesquise sobre as composteiras. É uma forma simples e eficiente de transformar seu lixo orgânico em adubo em casa. Se necessário jogar “fora” realmente, utilize sacolas de plástico biodegradável.




Coma no local

Evitando delivery e “levar pra comer em casa” você também evita usar descartáveis. As embalagens delivery geralmente são feitas de isopor, plástico ou papel.

Leve sua caneca/garrafa

No trabalho, faculdade, academia ou na rua é sempre bom ter seu próprio copo pra não precisar usar copos descartáveis. Quando vou passar o dia andando pela rua ou shopping, sempre levo uma garrafinha de água, assim também evito de ter que comprar água na rua e descartar mais uma garrafa plástica.

Você realmente precisa de guarda-napo/papel toalha?

Tente comer sem se sujar, coma devagar e também vai ajudar na sua digestão. No final da refeição pense bem: Você realmente precisa de guarda-napo? Raramente eu preciso e acho que a maioria das pessoas usa porque é automático. O mesmo serve pra papel toalha, opte por panos de limpeza, e palito de dente, ESCOVE OS DENTES kkkkk

Produtos de higiene pessoal

Podem ser comprados de gente que faz artesanalmente, alguns usam embalagens retornáveis de vidro e devolvendo a embalagem na compra de um novo existe um desconto. Shampoo, sabonete, pasta de dente, etc.

Sal do saleiro

Evite usar aqueles saquinhos de sal que se popularizou atualmente nos restaurantes. Cada porção que usar estará descartando lixo desnecessariamente. Prefira usar sal do saleiro, assim não gera lixo e é só repôr no potinho quando acabar.

Leve seu tupperware

Algumas lojas à granel já estão preparadas pra vender nos potes dos clientes e assim evitar de colocar mais plástico no mundo. Imagina cada item comprado será mais um saquinho plástico pro lixo. Você também pode levar seu pote quando for buscar almoço e evitar de usar as embalagens descartáveis dos restaurantes.

O futuro é das ecobags

SEMPRE ande com uma ecobag na bolsa, elas são essenciais. Se não tiver uma, analise se realmente você precisa de uma sacola plástica pra um saco (de papel) de pão, ou pra uma caixa pequena de remédio que caberia facilmente no bolso ou na bolsa. Tenho uma ecobag gigante que levo quando vou fazer feira e cabe quase toda a feira dentro, depois é só tirar do carrinho e tacar na mala do carro. Uma maravilha.

Priorize embalagens recicláveis

Tem que comprar e não tem outro jeito? Prefira sempre o produto que possui embalagem reciclável ou que seja possível comprar o refil. Assim mesmo gerando lixo, essa embalagem vai entrar num ciclo e voltar pro consumidor reciclada.

Recicle

Existem produtos que a gente tem que comprar e não tem pra onde correr, então recicle, recicle TUDO que você puder. Leia as embalagens, separe corretamente e diminua 90% do lixo que iria pros depósitos a céu aberto.

Veja 5 Dicas para você começar a reciclar seu lixo.

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29 maio 2016

Qual o sentido da homofobia?

Qual o sentido da homofobia?
Imagem: Armandinho

PARANDO PRA PENSAR sobre a necessidade pública da virilidade

Há algum tempo confesso que brincadeiras e piadas com homossexuais me faziam rir, assim como com qualquer outro contexto socialmente oprimido, ainda que eu não fosse o gerador delas, por haver um mínimo de respeito da minha parte pelo outro ser humano (independente de escolha sexual, cor, etc). No entanto, há pouco conclui que achar graça de tudo isso que acontece de forma insana na nossa frente, é também uma reprodução desse preconceito, ainda que inconscientemente, ainda que pensemos que rir não é nada demais. Errado! Rir é reproduzir a opressão. Rir é omitir socorro!

Hoje aconteceu uma coisa muito estranha, que foi tão surreal que eu ainda não estou acreditando se realmente foi verdade, se era apenas uma brincadeira e a “vítima” estava levando “numa boa” e eu quem estava demasiadamente preocupado com a situação; mas o fato é que foi uma coisa muito comum de se acontecer e ninguém reflete sobre isso. E o que mais me deixou indignado é que, apesar de pensar diferente de todo mundo ali naquela hora, eu fui omisso, eu reproduzi a opressão. Não de forma ativa, pois não agredi ninguém, mas também não defendi. E a partir do momento em que eu respondo com omissão, eu também sou conivente, eu também fico do lado que agride.




Largando às 19:15, com pressa por querer pegar um filme no cinema às 19:40, decidi trocar de roupa, após o trabalho, no vestiário conjunto, onde todos os funcionários o utilizam, algo que normalmente evito pelo fato de que a falta de educação elimina uns 50% do meu “life” do dia. Um exemplo disso é ter de compartilhar telefones celulares tocando músicas que eu não pedi para ouvir, discussões agressivas sobre futebol que eu não estou nem aí para quem ganhou ou perdeu, ou ter de colocar a roupa em cima dos sapatos para não colocar no chão, pois toda a prateleira está ocupada. Mas, hoje, eu preferi me trocar no vestiário conjunto.

Passados uns 2 minutos após eu ter entrado e começado a minha troca, percebo que um homem começa a se trocar próximo a um outro armário e um outro cara começa a fazer brincadeiras e piadas com um rapaz que estava há 1 metro de mim, do tipo: “cuidado, não se troca sem cueca aqui não, porque fulano tá aqui”, e um monte de gente começava a rir, fazendo graça da possível sexualidade do rapaz. Se o cara era homossexual ou não, não sei, e tampouco me interessa, tampouco faz diferença para mim. Além disso, enquanto o rapaz, totalmente constrangido, com um monte de gente fazendo piadas e brincadeiras de sua sexualidade, e ele sozinho em meio a uns 8 homens escrotos, um deles dava tapas em sua bunda, enquanto ele se arrumava rapidamente para sair daquele contexto hostil. Ele, em minoria, acuado, sem poder para reagir, apenas pedia para o cara parar. Mas não adiantava.

Eu fiquei muito sério, meio desnorteado, sem entender o que de fato acontecia, exatamente por não conhecer as pessoas envolvidas nesse caso. Eu tentava entender se realmente havia alguma intimidade ali entre “amigos”, se aquilo era algum tipo de palhaçada entre amigos, ou se realmente era um contexto homofóbico. E, nessa tentativa de entender, eu ficava com minha atenção e olhar totalmente direcionado para a “vítima” enquanto eu me trocava, tentando captar alguma resposta não-verbal que me fizesse entender o que estava acontecendo, e também torcendo para captar um: “Poha! Vocês me respeitem. Vocês podem pensar o que vocês quiserem, mas me respeitem. Não interessa! Isso é o mínimo! E a próxima vez que você tocar em mim (se referindo ao tapa na bunda), você vai para a delegacia”. Eu estava torcendo para: ou captar que, de fato, aquilo era só uma brincadeira infantil e a própria vítima estava também levando na brincadeira (o que também não deixa de ser preocupante), ou captar que aquilo realmente era uma coisa séria.

E a conclusão não demorou. Entre tapas, brincadeiras e assédio moral, percebia que a “vítima” ficava cada vez mais inquieta, séria, constrangida e organizava seus pertences em uma mochila com uma rapidez que, se eu o tivesse imitado não teria perdido o horário do filme no cinema. Nessa velocidade em organizar suas coisas para ir embora de toda aquela zona de conflito, sem perder uma oportunidade, enquanto eu estava saindo do vestiário, ainda ouvi falarem: “Cuidado pra não rasgar a mochila com essa agonia toda! (E todos riam, como uma forma de valorização da ideia da soberania do HOMEM MACHO sobre o HOMEM MULHERZINHA)“.

Não é preciso ser homossexual para se colocar no lugar de constrangimento que aquele cara passou, e também no MEDO que ele sentiu. Sim, medo! Claro! Vocês têm dúvida de que aquele cara sentiu medo? Como um ser humano deve se sentir diante de outros que não respeitam o seu semelhante? O mesmo deve sentir uma mulher, quando anda de saia à noite. O problema não está na escolha sexual, o problema não está na saia curta. O problema está na desumanidade cada vez mais presente na humanidade. E assim como não preciso ser homossexual para me colocar no lugar dele, também não preciso ser uma criatura escrota simplesmente pelo fato de ser heterossexual. E estou usando o termo “criatura escrota” como um nível acima do patamar “machista”, uma vez que, inevitavelmente, ainda vivemos em uma sociedade machista, e ainda que se tenha um pensamento diferente, é difícil afirmar ser 100% não-machista. Isso seria hipocrisia, uma vez que ainda existem comportamentos e hábitos que ainda são “medulares” (fazendo analogia às respostas mediadas por reflexos oriundos da medula espinhal, ou seja, que não passam pelo encéfalo). É cultural (infelizmente) um comportamento ou outro machista, mas que bom que isso está em evolução. Entenda e perceba que não estou afirmando que: “ahhh, é cultural, sempre foi e vai ser assim, não posso fazer nada. Fodam-se, vão ter que conviver com isso”. Nada disso. O que trago é apenas uma constatação histórico-cultural. O que podemos mudar é o presente e o futuro; mas a constatação sociocultural, não.

Diante dessa insanidade, muitos pensamentos no caminho de volta para casa:
1) “Por que eu não fiz nada?”;
2) “Eu poderia fazer alguma coisa?”;
3) “Se eu o defendesse, as pessoas iam pensar que eu também sou homossexual”;
4) “Pensar isso também não seria um preconceito da minha parte?”;
5) “Eu estou chegando agora nesse local de trabalho, talvez não entenda as relações que as pessoas têm entre si. Será que seria muita exposição eu chegar agora, do nada, e já ir me intrometendo numa discussão dessas pessoas? O que fazer?”;
6) “Será que eu não intervi porque também seria minoria e, no fim das contas, ia haver um deslocamento do assédio para o meu lado?”;
7) “A minha omissão permitiu tudo aquilo?”;
8) “A minha intervenção poderia interromper tudo aquilo?”;
9) “Será que eu fui covarde diante da minha omissão?”;
10) “Será que seria precipitação se falasse algo?”.

Mas, então, eu me pergunto: qual o sentido da homofobia? O que leva um homem à colossal necessidade de tornar pública a sua virilidade? Qual a necessidade de mostrar que EU SOU MACHO PRA CARALHO E ELE É UMA BICHINHA MANHOSA? Qual a necessidade disso? O que se ganha com isso? Ganha-se mais respeito pelas outras “criaturas escrotas”? Faz sentido ser respeitado à medida que desrespeita outrem? Qual o objetivo de diminuir um outro ser humano simplesmente porque ele não compartilha dos seus gostos? Isso o torna menor? Isso o torna incapaz? Isso o torna objeto de graça? Ainda que fosse menor, incapaz e objeto de graça, o que se ganharia com isso? O que eu ganharia diminuindo uma outra pessoa?

No que a minha vida muda se uma outra pessoa gosta de uma criatura do mesmo sexo? Nada, não muda nada. Muito pelo contrário. Se isso a faz feliz, então, ótimo. Seja feliz! O mundo precisa de mais pessoas felizes, pessoas que são aquilo que realmente desejam, que trabalham naquilo que realmente sonham, que estão ao lado daqueles que realmente amam. Isso não é problema. Muito pelo contrário, isso é a solução. E a solução está na liberdade e na igualdade por dignidade.

Então, para quem pensa que outra pessoa é menor e digna de PENA ou DESPREZO por se comportar sexualmente diferente, é bom parar pra pensar.

Rafael Urquisa Postado por Tags:
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23 maio 2016

Look do dia – Caveiras + Ahimsa

Eu amo roupa preta e caveiras, fato, e essa roupa tem totalmente o meu estilo! Nunca tinha feito essa combinação de peças e fiquei apaixonada. Raramente uso essa blusa porque não saímos mais pra lugares que ela combine, mas que besteira, né? Terminei usando pra ir pro cinema e gravar o vlog com o Bora Veganizar, rs. Nunca tinha usado coturno assim por fora da calça e achei bem estiloso.

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A blusa foi comprada no Ebay há alguns anos atrás. Depois que me tornei vegana não compro mais coisas da China por causa da forma de produção e as polêmicas sobre trabalho escravo. Não vou me aprofundar no assunto, mas isso daria um post que talvez no futuro eu traga pro blog.

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O coturno é da Ahimsa, marca vegana de sapatos, já fiz post sobre eles aqui no blog. É muito confortável e resistente.

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Quando uso alguma roupa assim com bastante estampa, prefiro acessórios simples como esse brinco com pedra preta. De maquiagem só um pó, blush, brilho labial e rímel.

Look do dia - Caveiras + Ahimsa

Esse é o meu ankh, o mais bonito que já vi 🙂 É um xodó e quase sempre está no meu pescoço.

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Look do dia - Caveiras + Ahimsa

Calça: Handara | Blusa: Ebay | Coturno: Ahimsa | Brincos: Renner

E aí, gostaram do look? 😀

Juliana Urquisa Postado por Tags:
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22 maio 2016

Você já concluiu seus estudos? (Versão II)

Você já concluiu seus estudos? (Versão II)
Imagem: vinanetflixbrasil.blogspot.com.br

PARANDO PRA PENSAR sobre a conclusão dos estudos (II)
* Leia aqui a parte I.

Em uma formatura de uma amiga, ainda que com alcoolemia elevada, uma coisa me chama a atenção e até arrepia: em meio à descida dos formandos surge uma cabeça branca. É um senhor com a idade por volta de uns 60 anos, talvez mais, talvez menos. De marcha um pouco menos veloz, cabelos totalmente brancos, abdome globoso pela sua fisiologia hormonal já “cansada de guerra” e marcas de experiência no rosto, um típico “senhor de idade”, considerando o ponto de vista CRONOLÓGICO, anatômico, fisiológico. Ele desce usando um chapéu, com a música Paraíba de Luiz Gonzaga. Se é paraibano, não sei, se é oriundo do sertão, também não sei. Mas, com certeza, pela idade, pela música, pelo que quis representar naquele momento, houve muita luta e muita superação, assim como comumente é na vida de um sertanejo, na vida de um nordestino. E isso me fez pensar muito no texto que havia escrito Você já concluiu seus estudos?. E me fez pensar mais ainda e especificamente na frase do filme “O aluno”, que até cito no texto: “você não termina de aprender enquanto não tiver terra em seus ouvidos”.




E, mais do que admiração, e de ter PARADO PRA PENSAR novamente sobre a conclusão dos nossos estudos, eu parei também pra pensar sobre o quanto eu poderia também devolver para aquele senhor o sentimento que ele me proporcionou. Mas como? Simplesmente valorizando aquilo. Eu poderia ter ido até ele e compartilhado o que eu estou escrevendo aqui agora (depois da formatura), exatamente isso. Tenho certeza que isso faria bem pra ele, valorizaria seu esforço, e poderia motivá-lo mais ainda para sempre continuar nesse sentido. Lembro sempre, há muitos anos, de uma vez que, em uma livraria, quando abri a biografia de Einstein. A primeira frase que li: “A vida é como andar de bicicleta: para ter equilíbrio você tem que se manter em movimento”. É isso: se você para de aprender, para de sonhar, para de seguir seu caminho, você cai, você morre enquanto existência (permanecendo apenas como substrato).

E também surge a curiosidade: qual a real idade daquele senhor, o que havia feito todo esse tempo antes, seria a segunda ou terceira graduação, teria agora realizado o sonho de se formar em algo, teria iniciado uma graduação após a aposentadoria? Não sei, assim como também não sei se é paraibano, nem se é do sertão. Não sei de nada, simplesmente porque perdi a OPORTUNIDADE. Já discutimos em texto anterior sobre oportunidade. E essa passou. Perdi. E o tempo corre pra frente. Mas serve de experiência para uma ocasião semelhante no futuro.

Então, quando acharmos que estamos velhos demais para estudar ou que já concluímos os nossos estudos, é bom não só PARAR PRA PENSAR, como também usar a história desse cara como exemplo.

Rafael Urquisa Postado por Tags:
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17 maio 2016

Vegan Friend TAG no Canal Bora Veganizar

Vegan Friend TAG no Canal Bora Veganizar
Imagem: Bora Veganizar

Fui convidada pela Cecília do blog Bora Veganizar pra respondermos a Vegan Friend TAG! Apesar da vergonha foi maravilhoso, ela me deixou super à vontade e com o tempo fui descontraindo e relaxando mais no vídeo. A experiência foi ótima!

Cecília começou o Bora Veganizar no iníciode abril e só faz crescer porque o conteúdo é excelente e feito com muito carinho e perfeição. Ela montou uma equipe que conta com veterinárias, advogadas e nutricionistas que trazem assuntos atualizado que fazem diferença no dia a dia e aprendizado sobre o veganismo. As categorias abordadas no blog são receitas, viagens, espiritualidade, dicas de restaurantes e proteção animal.

O canal no youtube é bem divertido e conta com os erros de gravação que fazem a gente rir bastante, hahaha! Tem vídeo novo toda terça e hoje foi pro ar o vídeo com a minha participação \o/

Assistam, curtam e se inscrevam no canal Bora Veganizar pra ficar sabendo sempre que um vídeo novo for postado 😉 Tem algum amigo vegano ou vegetariano? Responde a TAG também e conta pra gente nos comentários do vídeo 😀

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Juliana Urquisa Postado por Tags:,
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16 maio 2016

Sorteio de Inauguração da Espaço Laser Recife!

Passei 1 semana ausente do blog resolvendo algumas coisas pessoais e também descansando, porque né?! Rsrs. Mas VOLTEI com um sorteio super bacana pra vocês! Agora corre porque é só até quinta, heim!

O blog Um Café e Um Amor em parceria com a Clínica de Depilação Espaço Laser vai sortear 15 tratamentos completos das axilas e mais 15 vales no valor de MIL REAIS de desconto pra qualquer outra área do corpo! Os prêmios serão divididos entre aqui no blog, facebook e instagram (www.instagram.com/juliana.urquisa), 5 pra cada! Aproveite todas as chances e boa sorte!

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A Espaço Laser vai inaugurar sua primeira loja em Recife na próxima quinta-feira, dia 19 de maio, no Shopping RioMar e promete abalar as estruturas das concorrentes. O método que eles utilizam é quase indolor comparado aos outros e os preços bastante justos. Essa técnica pode ser usada em qualquer área do corpo como pernas, buço, braços, barba, barriga, etc.

Com mais de 12 anos de experiência, somos a melhor clínica de depilação a laser do Brasil!

A tradição da Espaçolaser é nosso motivo de orgulho. A primeira clínica foi fundada em 2002 com o propósito de melhorar a qualidade de vida das pessoas que prezam por saúde, beleza e bem estar. Desde o início nossa técnica – que é superior à todos os modelos oferecidos atualmente – atraiu uma grande quantidade de clientes.

Hoje atendemos em 40 clínicas espalhadas por 7 estados do Brasil, sendo 30 no estado de São Paulo Com mais de 1.000.000 de tratamentos realizados.

O laser Alexandrite, método utilizado, é o mais sofisticado do mercado por possuir um sistema especial de resfriamento por gás criogênio, tornando a aplicação mais rápida e confortável que os demais métodos.




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Pra concorrer preencha o formulário abaixo e siga o regulamento.

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Regulamento:

Para concorrer basta fazer login com seu e-mail ou facebook na caixa acima. Curtir a fanpage do blog é o único item obrigatório.
Prêmio: 1 tratamento completo das axilas (10 sessões gratuitas) + Vale no valor de MIL reais de desconto para qualquer outra área do corpo. Não é obrigatória a compra de nenhum outro tratamento, o ganhador pode apenas usar o tratamento das axilas sem custo algum.
A promoção começa em 16/05/2016 e termina em 19/05/2016.
O participante deve morar em Recife ou região metropolitana.
Preencher o formulário.
O ganhador tem até 3 dias para reclamar o prêmio.
O ganhador receberá um e-mail e deverá responder em até 3 dias corridos, caso contrário será realizado um novo sorteio.

Boa sorte!

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Juliana Urquisa Postado por Tags:
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