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27 set 2017

It: A Coisa

It A CoisaIt A Coisa
It
Ano: 2017
Dirigido por: Andy Muschietti

Quando as crianças começam a desaparecer na cidade de Derry, no Maine, as crianças do bairro se unem para atacar Pennywise, um palhaço malvado, cuja história de assassinato e violência remonta há séculos.
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Um dos filmes mais comentados atualmente é It A Coisa, remake de uma minissérie de 1990 e baseado no livro It de Stephen King publicado em 1986. Eu, como grande fã de filmes de terror, fiquei ansiosa pelo lançamento e não perdi muito tempo, assisti rapidinho no cinema.

It A Coisa

É um filme muito bem trabalho com um roteiro incrível que torna a história complexa e explicada sem correr pelas cenas (sem pressa). Cenas essas que são verdadeiras obras primas. Tiveram o prazer de criar momentos assustadores e admiráveis pelos efeitos especiais, cenários e atmosfera dos ambientes. Me incomoda muito nos filmes de terror atuais que as histórias são super corridas pra partir pro terror, já em It não vemos isso. Conhecemos os personagens no decorrer dos minutos e nos sentimos dentro da história.

It A Coisa

Apesar de ser um filme de terror, não achei muito assustador e sim tenso. Muitos sustos, frio na barriga e coração acelerado são algumas das sensações que temos ao assistirmos. Destaque pros atores que deram alma a essa obra, principalmente Sophia Lillis (Beverly Mash), Jaeden Lieberher (Bill Denbrough) e o Finn Wolfhard (Richie Tozier) com suas piadinhas infames que deixaram o filme leve e divertido. Gostei bastante da Sophia, não conhecia. Ela está começando a carreira e acho que vai ser um grande sucesso!

It A Coisa

O final deixa um pouco a desejar por ser um pouco infantil e ingênuo, o que não tira o brilho das 2 horas e 15 minutos de cenas espetaculares de uma história incrível que mereceu um longa tão bem feito. Depois de tanto tempo sem ver filme de terror, foi uma excelente volta pra esse mundo 🙂 Super indico!

Juliana Urquisa Postado por Tags:
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21 abr 2016

Resenha do Filme Ponte dos Espiões

Resenha do Filme Ponte dos EspiõesPonte dos Espiões
Bridge of Spies
Ano: 2015
Dirigido por: Steven Spielberg

James Donovan (Tom Hanks), um advogado de créditos de seguros do Brooklyn, encontra-se no centro da Guerra Fria quando a CIA o envia a uma tarefa quase impossível de negociar: a libertação de um piloto americano capturado.
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Não sou fã de filmes nesse estilo e só pelo título já imaginava o que viria, algo longo e complexo. Apesar dele ser exatamente isso, me surpreendeu positivamente.

Resenha do Filme Ponte dos Espiões
Imagem: ligadoemseries.com.br

Ponte dos Espiões acontece na época da Guerra Fria e conta a história de um espião soviético capturado em Nova Iorque e seu processo de julgamento. Todo o país contra aquele sujeito e querendo pena de morte quando o advogado de uma firma de seguros chamado Donovan (Tom Hawks) é enviado para o caso. Decidido a conseguir todos os benefícios que seu cliente tem direito, Donovan começa a receber ameaças e vê a sua vida e de sua família em risco, pois todos querem a morte do espião e o vêem como um traidor.

Resenha do Filme Ponte dos Espiões
Imagem: br.ign.com

Resenha do Filme Ponte dos Espiões
Imagem: fabricadeexpressoes

Durante o filme somos familiarizados com Abel, o espião soviético, através das entrevistas que Donovan faz com ele e das cenas onde Abel aparece pintando quadros, um hobby. O espião nunca trai seu país, sempre fiel e decidido, calmo e sereno. O advogado parece o compreender e por isso o defende como qualquer outro cliente, pra ele Abel estava apenas fazendo o seu trabalho e poderia ser qualquer um.

O jogo vira quando um piloto americano é capturado pela União Soviética, apesar de todo o treinamento orientando os soldados a se suicidarem em caso de captura. Donovan é convidado a fazer uma negociação arriscada pra trocar os prisioneiros e é aí que começa a ficar interessante, porque o advogado precisa usar muito jogo de cintura pra lidar com pessoas que se interpretarem uma vírgula errada os planos vão por água abaixo. No meio da confusão um estudante americano é capturado também e, mesmo indo de encontro a todos, Donovan o inclui nas negociações dando mais suspense a trama, pois não sabemos se ele conseguirá trocar 1 por 2.

A história condiz com o nome do filme quando a cena da troca dos prisioneiros começa, uma ponte onde de um lado estão os americanos e do outro os soldados da União Soviética. E pra saber o desfecho dessa troca, você precisa assistir, hahaha.

Filme longo com mais de 2 horas de duração que em alguns momentos se arrasta devido aos diálogos complexos de direito, mas que vale muito a pena pelo conteúdo histórico, apesar de tendencioso pro lados dos EUA. Destaque pra atuação de Tom Hawks e Mark Rylance (ganhador do Oscar como ator coadjuvante).

Juliana Urquisa Postado por Tags:
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07 abr 2016

Dica de Filme: O Sistema




dica de filme o sistema the east resenhaO Sistema
The East
Ano: 2013
Dirigido por: Zal Batmanglij

A funcionária de uma empresa de inteligência tem como tarefa se infiltrar em um misterioso grupo anarquista, conhecido por atacar grandes corporações. No entanto, sua lealdade é testada quando ela começa a apresentar sentimentos pelo líder do grupo.
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Estava assistindo TV (milagre) no último sábado à noite e vi a propaganda que esse filme passaria na madrugada, fiquei curiosa com o enredo e decidi aguentar firme e forte o sono pra assistí-lo e não me arrependo.

Eu curto filmes que tem essa vibe realista e que mostram uma outra visão do tudo pras pessoas. A gente é muito acostumado a viver no automático, a não pensar e seguir uma rotina sem se questionar. Vamos no supermercado e colocamos as coisas no carrinho, mas de onde aquilo vem? Como é a sua produção? No que aquilo interfere no meio e consequentemente na minha vida, pois afinal eu vivo nesse meio. Tem gente que vive na ilusão das propagandas de TV a vida inteira, eu demorei um pouco pra acordar, mas fico feliz em ter acordado antes dos 30.

dica de filme o sistema the east resenha
Imagem: clutureclub.com

O Sistema é sobre um grupo de ativistas que pregam o “pagar com a mesma moeda”. Tudo o que você infringiu pro seu próximo ou pra natureza você vai receber de volta da mesma forma. Então os grandões das indústrias que foram responsáveis por desastres ambientais, donos de indústrias farmacêuticas que vendem remédios que deixam as pessoas mais doentes são os alvos do grupo. Eu achei incrível a ideia e muito coerente, apesar de não estarmos aqui pra julgar, não somos juízes, mas falando do filme que é uma obra de ficção eu gostei bastante da forma como lidaram.

dica de filme o sistema the east resenha
Imagem: filmequals.com

Os atores são incríveis, tem Ellen Page, Alexander Skarsgård (de True Blood) como líder do grupo, mas foi a Brit Marling que me surpreendeu. Eu já a conhecia, mas não lembro de ter visto algum filme com ela, vou procurar pra assistir mais. O que é essa boca Basicamente ela é uma infiltrada no grupo ativista responsável por levar as informações, com o tempo ela percebe que está do lado errado e se entrega cada vez mais ao ativismo.

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Imagem: cdn.justluxe.com

É um filme que faz a gente repensar no consumo, pois tem vários devaneios entre os ativistas sobre a vida vazia que levavam cheia de bens de consumo. Traz uma reflexão também sobre a comida boa que é desperdiçada, eles praticam o freeganismo que é quando as pessoas boicotam o consumo e se alimentam apenas do que encontram na rua ou pegam nas feiras os legumes que seriam jogados fora por não estarem suficientemente bonitos.

Eu gostaria de verdade que vocês assistissem sem preconceito pela minha resenha, pois eu frisei os pontos que foram mais importantes pra mim e podem parecer meio maluquinhos pra alguns, mas vale muito a pena! Sério, assistam e me contem depois o que acharam 🙂

Juliana Urquisa Postado por Tags:
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01 abr 2016

Batman VS Superman

batman-vs-superman-a-origem-da-justica_t80724_1CZbljI_jpg-large_290x478_upscale_q90Batman vs Superman: A Origem da Justiça
Batman v Superman: Dawn of Justice
Ano: 2016
Dirigido por: Zack Snyder

Preocupado com as ações de um super-herói com poderes quase divinos e sem restrições, o formidável e implacável vigilante de Gotham City enfrenta o mais adorado salvador de Metrópolis, enquanto todos se questionam sobre o tipo de herói que o mundo realmente precisa. E com Batman e Superman em guerra um com o outro, surge uma nova ameaça, colocando a humanidade sob um risco maior do que jamais conheceu.




Desde que vi o primeiro trailer desse filme há mais ou menos 1 ano na Maxcon, fiquei viajando em como esses dois se desentenderiam. Confesso que não sou muito por dentro da história deles juntos, nunca soube de nada que fizesse eles virarem inimigos e estava confusa sobre as pequenas cenas do trailer sobre o ódio da população pelo Superman.

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Imagem: Observatório do Cinema

É um filme longo de 2 horas e meia de duração e isso fez com que eu saísse com todas as dúvidas descritas no parágrafo acima muito bem respondidas. Vemos personalidades bem aprofundadas no decorrer dos acontecimentos, os dois personagens principais são extremamente bem trabalhados e focados de todas as formas, eu me senti dentro da história com todos os detalhes e as atuações magníficas dos dois atores. Algo que deve ser comentado é a melhora do Affleck, vemos um ator maduro que soube dar sombra ao personagem das trevas. Já o Superman me fez perceber uma pessoa comum, cheia de egoísmo, egocêntrico, mas que no fundo só quer ajudar as pessoas e troca os pés pelas mãos, comete erros como qualquer ser humano (mesmo não sendo um, isso faz a gente se identificar com ele).

Uma sacada do filme é “a que preço o Superman salva o planeta?”, será que vale mesmo a pena?

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Imagem: G1

O Lex Luthor interpretado pelo Jesse Eisenberg, que sou fã desde Facebook, fez um trabalho incrível e me dava ojeriza sempre que ele entrava em cena, mas também rendeu boas risadas. Que ATOR! Os trejeitos, as loucuras, as expressões e o jeito maluco de falar, o cara mandou muito bem, se entregou de corpo e alma e Jesse ainda vai crescer muito no mundo do cinema. A Mulher Maravilha foi diva e nas cenas de luta brilhou. Apesar de não receber muita atenção das câmeras e ter cenas bem resumidas, tenho certeza que foi proposital só pra dar aquele gostinho de quero mais.

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Imagem: Cinema Blend

Li algumas pessoas criticando o filme, pra mim foi excelente e merecedor de palmas no final (aliás, não fiquem esperando cenas após os créditos, porque não tem). Um filme denso, completo e bem explicado do início ao fim, realmente uma obra de arte que me deixou pasma. Fui pro cinema sem esperar muito por causa das críticas negativas e saí de boca aberta com a bela obra que assisti. Totalmente indicado!

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24 mar 2016

Dica de filme: Tomboy

5aeb41b3ae06aac0181a72241882e8fa_jpg_290x478_upscale_q90Tomboy
Ano: 2011
Dirigido por: Céline Sciamma

No filme da diretora Céline Sciamma (Lírios D’Água), Laure é uma menina de dez anos, que muda de casa constantemente, em decorrência do trabalho do pai. Ao ir para uma nova residência ainda nas férias, ela faz amizade com uma grande turma de garotos da vizinhança, mas se apresenta como Mikael. Isso faz com que ela se aproxime de Lisa, a única menina do grupo. Não demora até que Lisa caia em amores por Mikael, mas as férias estão para acabar e Laure não sabe como fará para manter seu segredo.

Amo filmes franceses, eles tem uma aura doce e suave que me encantam. Esse filme poderia ser pesado e tenso, não sei se a culpa é dos franceses, mas ele é tão lindo e profundo que a gente nem sente o tempo passar e quando terminou fiquei meio desnorteada: Não é possível, mas e amanhã? Espero escrever algo à altura da beleza desse filme…

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Imagem: https://maniacosporfilme.files.wordpress.com

Laure é uma menina de 10 anos que se muda frequentemente e somos apresentados à última mudança de casa da família que é formada por pais amorosos, Laure e sua irmã mais nova. Laure prefere ficar em casa, mas com o tempo e a insistência da mãe decide sair pra conhecer as crianças da vizinhança e brincar. Desde o começo do filme vemos um casal de filhos, o mais velho e a mais nova e a relação delas com os pais e entre si. A dúvida é desfeita de forma nua e crua com Laure saindo do banho e conseguimos ver claramente que ela é uma menina. A questão é que se vê como menino, se veste como menino e tudo bem pra sua família. Como a vizinhança é nova e ninguém a conhece, ela analisa várias questões sociais e físicas entre ela e os outros garotos e se apresenta como Mikael, tendo essa identidade por alguns dias até que sua mãe descobre.




Os diálogos, as brincadeiras e o dia a dia das crianças é muito bem retratado, me deu uma saudade da minha época de criança e aqueles papos cheios de besteira, sem nenhuma preocupação As cenas são lindas, fotografia doce e nostálgica e há poesia em cada momento, cada olhar, cada palavra… Tem cenas que parecem que apenas “estão ali” e você fica olhando para aquele papel de parede parado no tempo, viajando naquele momento.

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Imagem: http://www.guiadasemana.com.br/

Achei o final de uma poesia incrível… Desculpem, mas agora vem spoiler e não leiam se ainda não assistiram, mas peço que assistam e voltem aqui pra discutir comigo como interpretaram esse momento, ok?

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Quando a mãe descobre e a obriga a vestir um vestido e ir na casa dos colegas foi cruel, me deu raiva e fiquei com o coração na mão. Quando ela encurrala a filha perguntando: O que você quer que eu faça? Tem outra solução? Eu gritava no sofá: SIM!! Eu tenho!! E logo depois eu lembrava, não, Laure não tem uma solução porque ela é apenas uma criança… E foi isso que Laure fez, ficou calada…

A parte mais profunda foi ver Mikael correndo na floresta com um vestido por cima das roupas de menino: o conflito menino/menina ou a capa nasci menina, a sociedade quer que eu me vista assim, mas por dentro de verdade eu sou um menino.
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Imagem: https://tocadocinefilo.files.wordpress.com

É importante frisar que o filme não trata sobre sexualidade e nem homossexualidade, mas sim sobre transgênero. Uma história linda, profunda, suave e doce que todo mundo deveria assistir e se apaixonar. Tem na Netflix.

Juliana Urquisa Postado por Tags:
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08 mar 2016

Jessica Jones e o Dia Internacional da Mulher

marvel-jessica-jones-1a-temporada_t56543_z9Z6gqD_jpg_210x312_crop_upscale_q90Jessica Jones (1ª Temporada)
Dirigido por: Bill Gierhart David Petrarca Rosemary Rodriguez S. J. Clarkson Stephen Surjik Uta Briesewitz
Ano: 2015

Desde que sua curta jornada como super-heroína terminou em tragédia, Jessica Jones (Krysten Ritter) tem reconstruído sua vida pessoal e carreira como uma detetive particular em Hell’s Kitchen. Atormentada por autodepreciação e um forte caso de estresse pós-traumático, Jessica luta contra demônios que vem de dentro de si e os de fora, usando suas habilidades para aqueles que precisam… principalmente se eles estão dispostos a pagar a conta.

Hoje é o dia internacional da mulher e não, eu não vou desejar parabéns para nós mulheres, mas sim pedir desculpas. Acho que merecemos isso e eu também devo por todos os anos em que fui cega e machista sem perceber, por causa da sociedade, do que vemos na TV, livros e etc. Aprendemos coisas que estão erradas e hoje eu enxergo perfeitamente como a minha mente era machista e pequena para nós.




Nesse dia internacional da mulher eu quero indicar uma série: Jessica Jones. A maioria já deve ter ouvido falar e eu acho que ela deve ser destacada atualmente. É uma série nova sobre uma “heroína” da Marvel que foge totalmente dos padrões dos HQ’s, ou seja, nada daquela heroína de maiô colado com os peitões saltando e super sexy. Jéssica é mau humorada, magricela e nem um pouco delicada, além de não se denominar uma “heroína” de fato, coisa que ela já tentou, mas não deu muito certo. Apesar de tudo ela tem uma boa consciência e sabe a coisa certa a fazer, mesmo que seu cérebro diga pra sair dali ela não consegue deixar alguém em apuros.

Marvels Jessica Jones
Imagem: Collider

Mas por que estou falando desse seriado no dia internacional da mulher? Porque a série fala sobre machismo, relacionamentos abusivos, estupro e empoderamento feminino. A série não é sobre super poderes e super heróis, mas sim sobre tomar o controle sobre si mesmo e tomar as rédeas da sua vida, não só se livrando de algo que lhe faz mal, como também evitando que outras pessoas passem pelo mesmo que você passou. Jéssica teve sua vida transformada num inferno quando conheceu Kilgrave, um psicopata com um super poder que muitas pessoas reais possuem e quem está sofrendo nas mãos de vilões como o Kilgrave muitas vezes nem percebem, ou percebem quando já é tarde demais.

Marvels Jessica Jones
Imagem: Omelete

É legal que os filmes, seriados e livros estejam nessa pegada de empoderamento feminino, não estamos acostumados aos personagens femininos fortes e frágeis ao mesmo tempo. A Jéssica tem seus momentos e na maioria das vezes nos sentimos na pele dela, ela é totalmente de carne e osso. Todos os protagonistas são importantes e muito bem trabalhadores e o seriado possui ligação com Demolidor, alguns personagens transitam entre as duas séries e isso é demais (assistam Demolidor!). Apesar de eu não ser fã de seriados de super heróis, Jessica Jones foge dos padrões e faz a gente nem sentir o tempo passar no sofá e sofrer até ver o próximo episódio. Assistam e me contem o que acharam, tem na Netflix!

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04 mar 2016

Filme: Na Natureza Selvagem




into the wild / na natureza selvagemNa Natureza Selvagem
Into the Wild
Dirigido por: Sean Penn
Ano: 2007

Início da década de 90. Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Até que, após 2 anos na estrada, Christopher decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca.

Meu irmão em indicou esse filme e como temos ideias bem parecidas, ele sabe do que eu gosto, com certeza iria gostar e não demorei muito pra assisti-lo. O cinema atual não aborda muitos temas marcantes pra mim, parece tudo mais do mesmo, estórias feitas pras pessoas relaxarem e continuarem na matrix. Sempre procuro filmes e livros que me façam abrir a mente e não me enfiar mais ainda na irrealidade dessa vida na selva de pedra. Into The Wild é um desses filmes que te faz repensar toda a sua existência.

“Sem jamais ter de voltar a ser envenenado pela civilização, foge e caminha sozinho pela terra para se perder na floresta.”

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“Eu não sei muito sobre o mar, mas eu sei que o caminho é por aqui. E também sei o quanto é importante na vida… não necessariamente ser forte, mas se sentir forte, se avaliar uma vez na vida, se encontrar pelo menos uma vez na mais antiga condição humana, encarando a cegueira, ficando surdo… com nada pra te ajudar além de suas mãos e sua própria cabeça.”

O filme é baseado na história real de Christopher McCandless que tem dificuldade em se encaixar na sociedade, consumismo, e todo esse blá blá blá que nos é enfiado goela abaixo desde que nascemos. Temos que estudar, fazer faculdade, trabalhar, ganhar dinheiro, comprar casa, comprar carro, ter filhos, juntar dinheiro, dinheiro, dinheiro, gastar, gastar, gastar. Ele de fato faz quase tudo o que a sociedade espera que um cidadão normal faça, e então ao terminar a faculdade decide fazer o que seu coração manda, seguir sem rumo e viver uma jornada na natureza.

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Influenciado por grandes escritores como Tolstoi e Thoreau, durante o filme somos bombardeados por trechos desses gênios sobre a sociedade e estilo de vida contemporâneo. Cris arranja um apelido: Alex Supertramp (Alex Super Andarilho) e segue mochilando até seu objetivo final, o Alasca. Chegando lá encontra uma combi velha e vive em meio à natureza selvagem por algumas estações, até que não consegue mais caçar, tenta ir embora sem sucesso, findando a sua vida ali. Seu corpo foi encontrado cerca de 2 semanas após a sua morte e até hoje as causa ainda são um mistério. Alguns acreditam que ele confundiu 2 plantas parecidas se alimentando da venenosa, eu acredito que ele se alimentou da planta correta de acordo com seus livros, porém essa planta se consumida durante muito tempo e por pessoas desnutridas (visto que ele não estava comendo direito por semanas) definha o corpo e a mente.

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Claro que corri pra pesquisar sobre o Chris quando terminei o filme, achei uma pessoa incrível e com uma mente que não se encaixou no mundo atual. Alguns o chamam de louco, mas o que seria ser louco? Alguém que foge dos padrões? Ou seriam loucos aqueles que nunca pensam fora dos padrões, que sempre seguem o que manda na TV, os governantes, etc? Todos temos o que aprender com os “loucos”.

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Achei o final romantizado e teimo em acreditar que o Chris mudou tão drasticamente seu pensamento sobre a sociedade. Acredito que tenha morrido feliz, realizado, mas decepcionado por ter sido nocauteado por quem ele mais confiava, a natureza selvagem. Li em algumas críticas na internet que ele era um doido prepotente e arrogante que não se preocupou com os sentimentos dos pais, etc… Eu não acho, ele era inteligente demais e tinha uma mente diferente do nosso tempo. Despejamos nossas frustrações nas pessoas mais próximas e esperamos sempre algo delas, quando na verdade elas não nos devem nada. Assim o Cris não devia nada a ninguém e viveu a sua vida plena, seguindo seus desejos e alcançando seus objetivos.

“Você está errado se acha que a alegria emana somente das relações humanas. Deus a distribuiu em toda nossa volta. Está em tudo e em qualquer coisa que possamos experimentar. Só temos de ter coragem de dar as costas para nosso estilo de vida habitual e nos comprometer com um modo de vida não convencional.”

Abaixo uma foto real do Christopher na combi no Alasca 🙂

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“Tive uma vida feliz, e agradeço ao Senhor. Adeus e que Deus vos abençoe a todos.”

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18 fev 2016

DeadPool

deadpool_t14204_9lZf3DC_jpg_290x478_upscale_q90Deadpool
Deadpool
Dirigido por: Tim Miller (III)
Ano: 2016

Ex-militar e mercenário, Wade Wilson (Ryan Reynolds) é diagnosticado com câncer em estado terminal, porém encontra uma possibilidade de cura em uma sinistra experiência científica. Recuperado, com poderes e um incomum senso de humor, ele torna-se Deadpool e busca vingança contra o homem que destruiu sua vida.

O anti-herói mais amado (ou não) dos quadrinhos ganhou as telonas e fomos assistir com os amigos essa semana no cinema. O mais legal foi rever pessoas da época do iRC (quem lembra?) e o encontro se transformou em IRContro, hahaha. Correia ir pro cinema numa segunda-feira após o trabalho, trânsito e fila, eu e Stênio pegamos lugares separados, porém bem posicionados e uma cadeira em cima da outra, então deu pra filar a pipoca, rs.

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O filme tem bastante ação e cenas de luta violentas, trágicas e cômicas ao mesmo tempo. É uma história dentro da outra. Confesso que nem sabia da existência de Deadpool e quando o filme começou a ser divulgado fiquei de pesquisar, mas não tive tempo.

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Imagens: Foxmovies

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Wade é basicamente um psicopata, sociopata que ama dinheiro e uniu o útil ao agradável ao virar assassino de aluguel de “vilões”. No dia do noivado descobre que tem um câncer terminal e fica sem chão. Quando já está mais ou menos acostumado com a ideia, um homem o procura oferecendo a cura em troca do seu corpo para experiência, prometendo também super poderes e é aí que seus problemas começam. Francis (hahahaha, quando virem o filme vão entender porque falar esse nome é tão engraçado) é o responsável pelas experiências em Wade e explica como funciona: É injetado um soro que fará o corpo sofrer a mutação se exposto a grande estresse (dor, raiva, etc). À base de muita tortura finalmente Wade sofre a mutação e se torna Deadpool. Acontece que Wade já tinha um senso de humor, digamos, duvidoso, e quando se vê um “monstro” (devido à mutação) fica ainda mais sarcástico e liga o “foda-se” pro mundo, o que torna suas piadas muito mais ácidas.
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O longa mistura presente e passado, no presente a jornada de Deadpool atrás de Francis e no passado porque e como Wade se tornou Deadpool. No meio da confusão muitas referências de X-Men e piadinhas infames fazem você morrer de rir na poltrona.

Ah, não saiam do cinema depois dos créditos, tem cena extra!! 😀

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01 fev 2016

Maze Runner: Prova de Fogo

maze-runner-prova-de-fogo_t106368_xKyK2Ua_jpg_290x478_upscale_q90Maze Runner: Prova de Fogo
Maze Runner: The Scorch Trials
Dirigido por: Wes Ball
Ano: 2015

Thomas (Dylan O’Brien) e seus companheiros Clareanos vão encarar seu maior desafio até agora: procurar por pistas sobre a misteriosa e poderosa organização conhecida como C.R.U.E.L. Sua jornada os leva até O Deserto, um cenário desolado repleto de obstáculos inimagináveis. Unindo-se com lutadores da resistência, os Clareanos desafiam as forças superiores da C.R.U.E.L. e descobrem seus terríveis planos para todos eles.

No primeiro filme somos apresentados aos personagens de forma mais pessoal e temos um cenário pequeno, onde tudo acontece rápido e numa correria daquelas! Eu não conseguia me segurar no sofá de tanta tensão e esperava algo parecido ao assistir Mazer Runner 2.

No segundo filme temos o mundo inteiro como cenário: deserto, galpões “abandonados” e estradas fantasmas. Correria? Um pouquinho comparado ao primeiro, mas acho que o nome do filme perdeu um pouco a essência quando não se existe um “motivo maior” para tal.

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No meio do filme somos apresentados ao Fulgor, uma doença que vem dizimando a humanidade e então descobrimos porquê os adolescentes são mantidos para testes e experiências. A cura! Apenas crianças possuem a substância no sangue capaz de curar o Fulgor, e raros adolescentes, como Thomaz, ainda permanecem com a capacidade de cura no sangue.

Na maratona de fugir da CRUEL (empresa que busca a cura, consequentemente os adolescentes que fugiram) o pequeno grupo se depara com muita aventura, zumbis à la I Am Legend, tempestade de areia e de raios e refugiados. Mas será que podem confiar nessas pessoas?

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Adorei ter visto o Giancarlo Esposito no elenco e confesso que nem sabia que ele fazia parte do filme. Curto o ator desde Breaking Bad e é um dos meus preferidos. Jacob Lofland também deu show trazendo sobriedade e suspense à trama. O Thomas Brodie-Sangster é o meu ator preferido em Mazer Runner desde o primeiro e subiu mais ainda na minha crítica. Kaya só faz me decepcionar, atuação meia-boca ou é a personagem que não me desce? Trisre porque eu a amava em Skins 🙁 O vilão interpretado por Aidan Gillen tem um ar cômico e não me bota medo… Acho que deveriam trabalhar melhor a imagem dele pra alguém mais sério. Agora a personagem que realmente apareceu pra tocar fogo (trocadilho com nome do filme) foi a Rosa Salazar. Não a conhecia e amei a interpretação e o trejeito dela, além de ter um cabelo maravilhoso (estou na fase dos curtíssimos)

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Quando apareceram os zumbis eu fiquei chateada… Acho que perdeu totalmente o rumo do filme e tentou juntar muita coisa, agradar muitos gostos, perdendo a identidade. Um pouco após a metade o filme me conquistou novamente quando encontraram o grupo de refugiados e Brenda e Jorge apareceram. Dei apenas 3 estrelas pra esse filme no Filmow… Desanimei com relação ao próximo filme que será lançado em 2017, mas espero que ele me surpreenda como o primeiro.

Fotos: Maze Runner Filme

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14 jan 2016

Expresso do Amanhã

o-expresso-do-amanha_t51518_UW675Zi_jpg_290x478_upscale_q90Expresso do Amanhã
Snowpiercer
Dirigido por: Bong Joon-ho
Ano: 2013

Um experimento para impedir o aquecimento global falha e uma nova era do gelo toma conta do planeta. O que resta é apenas neve e guerra. Os únicos sobreviventes da Terra estão a bordo de uma imensa máquina chamada Snowpiercer. Lá dentro, os mais pobres vivem em péssimas condições, enquanto a classe rica vive em meio ao luxo.

No último fim de semana assistimos Expresso do Amanhã na Netflix e o filme foi além do que eu esperava. Cheio de aventura e lições darwinianas sobre a sociedade, traz muita reflexão sobre o mundo em que vivemos em um contexto menor.

O planeta Terra continuava aquecendo e pra amenizar o clima foi solta no ar uma substância que prometia não só parar o aquecimento global, como também diminuir a temperatura para algo aceitável para a população. Infelizmente a tentava foi frustrada e o planeta inteiro congelou, matando toda forma de vida. Apenas sobreviveu quem comprou ingressos pra Locomotiva de Wilford, auto sustentável e que nunca pára.

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O filme começa mostrando a realidade da “classe econômica” da locomotiva. Vivendo na miséria absoluta, totalmente dominados e passivos encontram esperança em mais uma rebelião, mas dessa vez eles têm um plano melhor e um líder disposto a tudo pra mudar a realidade.

As cenas são escuras e em tons de cinza, tudo triste e com um toque de poesia nas imagens e à medida que avançam os vagões as cores vão mudando. O contraste entre fora e dentro da locomotiva é vivo. Aquele determinado momento em que bate um feixe de luz, o sangue ganhando destaque, o terror nos olhos que se arregalam. A luta combatida pela classe inferior, dia após dia, subindo os degraus vagões da locomotiva em busca de quê?

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No começo o objetivo era dominar a locomotiva a fim de terem uma vida melhor, mas com o avançar dos vagões e as mortes, os poucos que restam no final tem objetivos bem diferentes, como vingança e liberdade, que fecham o filme com chave de ouro.

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Destaque especial pra Tilda Swinton que se transformou na personagem e realmente dá agonia vê-la falar e se mexer. Em uma das cenas mais tensas ela diz a frase mais marcante pra mim:

“Você usaria um sapato em sua cabeça? É claro que não. Um sapato pertence aos seus pés. Um chapéu pertence a sua cabeça. Eu sou um chapéu. Você é um sapato. Eu pertenço à cabeça. Você pertence aos pés.”

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Kyung-pyo Hong foi reponsável pela fotografia que me encantou. Ele incluiu em cada cena um significado, como por exemplo o “herói” sempre ser filmado de perfil da esquerda dando intenção de andamento, avanço, evolução.

Um filme incrível pra se assistir várias vezes, cheio de contrastes sociais e de cores. Faz a gente pensar. Incrível!

Imagens: snowpiercer-film.com/

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