22 set 2017

32 Primaveras

Chegou mais um dia 25 de setembro e mais um ano de vida se passou. Ano este que se tornou um peso e um alívio. Não foi fácil, mas quem cresce e aprende sem passar por dificuldades, não é mesmo? Alguns sonhos foram despedaçados como vidro, em mil pedaços, dando espaço a outros. Eu tenho noção da força que tenho e não me surpreende mais a forma como me reergo e encaro a vida novamente, de pé, cabeça erguida.

Tentei me segurar onde não havia apoio. Fiz das tripas coração por tudo e todos enquanto me ignorava e abria mão de valores, enquanto as expectativas se tornavam cada mais mais distantes… Me anulei. Como não percebi que estava tudo de cabeça pra baixo? Os olhos estavam fechados e o coração virou pedra (de gelo). Cada dia nascia pra eu superar o que ia acontecer de ruim, as decepções. Todos os dias novas formas de ter o coração partido. Nunca imaginei que fosse suportar tanto. As palavras, as conversas no whatsapp, os prints guardados pra ler todos os dias. A ferida precisava ficar aberta. Alguns chamaram de tortura e eu realmente não sei o que eu estava fazendo, mas não queria e não me permiti esquecer, eu precisava lembrar de cada ferida que existia em mim e que ninguém se propôs a curar. Até quanto a gente aguenta sofrer? Eu descobri.

Eu vivi esse ano intensamente. Tudo de bom e de ruim aconteceu, foi incrível em todos os sentidos. Minha família superou tantos obscáculos e eu fiz o possível pra estar presente. Eu superei tudo e me superei, estou feliz com quem sou hoje e com a resolução que cheguei em mais essa reta final, completando mais um ano de vida. No final eu olho pra trás e tenho a consciência tranquila que fiz o melhor pra todos.

Eu sou uma pessoa boa, meu coração é imenso, eu não quero mudar e espero contagiar as pessoas ao meu redor dessa forma. Sei que tive meus baixos nos últimos meses e não fui boa companhia pra muitos, mas contei também com a compreensão e empatia daqueles que me amam.

Eu agradeço muito pelas pessoas que estão, entraram e saíram da minha vida até hoje e principalmente nos últimos tempos. Valeu! Nessa altura da vida as coisas não estão do jeito que eu esperava, mas sim do jeito que devem estar. As coisas acontecem como tem que acontecer. A palavra do meu último ano é Resiliência.

Juliana Urquisa Postado por Tags:
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31 ago 2017

Sobre o “modo-piloto-automático” do desrespeito

PARANDO PRA PENSAR sobre o “modo-piloto-automático” do desrespeito

Era uma vez um homem que estava dirigindo e parou em um semáforo. Nesse instante, uma mulher muito bonita aguardava para cruzar a faixa de pedestres. Com a confiança diretamente proporcional ao valor do bem móvel, o homem baixa seus óculos escuros para olhar melhor “o produto”, dá duas buzinadas e, para completar o flerte, profere um elogio de forma bastante carinhosa: “- Delícia!”. Na cabeça do rapaz, é claro que toda mulher gosta de ouvir e vivenciar essas coisas. Sendo assim, por que não fazê-lo? Receber buzinadas nas ruas, ser chamada de “delícia” ou “gostosa” é algo que valoriza as qualidades daquele “alvo”, pensa o rapaz. Rapidamente, a garota olha para o homem e sorri, aceitando o flerte. Ela vai em direção ao carro e entra. Os dois se cumprimentam, em meio aos 10 segundos restantes de sinal vermelho, e seguem suas vidas. E, claro, foram felizes para sempre.

Era uma vez um motociclista que buzinava para todas as mulheres as quais ele encontrava no caminho. Talvez, pensasse ele, como uma forma de homenagem à beleza feminina. Mas não bastava apenas buzinar, era também importante conferir se a parte de trás era tão agradável quanto a parte da frente. Para isso, ao estilo ” O Exorcista”, o motociclista voltava sua atenção para o exame físico posterior daquele “objeto” mirado anteriormente. Na cabeça desse rapaz, ele também pensa que toda mulher gosta de ouvir e vivenciar essas coisas. Sendo assim, por que não fazê-lo? Receber buzinadas nas ruas, ser “secada” visualmente é algo que valoriza as qualidades daquele “alvo”, pensa o rapaz. Confiante de que essa é uma estratégia autêntica, inteligente, saudável e respeitosa, ele sempre continuou fazendo. Assim, certo dia, encontrou o amor da sua vida, que subiu na garupa de sua motocicleta e seguiram a vida, sendo felizes para sempre. Mas, nesse dia, esse homem tinha apenas um capacete consigo. Como transportar mais uma pessoa, então? Esse, de fato, não era um problema. Afinal de contas, por que se preocupar em respeitar as leis do trânsito se não há respeito nem “às leis do próximo”?

Essas duas histórias podem estar contidas na semana de todos nós. No entanto, retirando a parte do final, em que tudo dá certo, em que as pessoas ficam juntas e são felizes para sempre. Isso não é a realidade! Isso não acontece! Nenhuma mulher gosta disso. E não preciso ser mulher para perceber/sentir isso. Assim como não é preciso ser negro, homossexual ou estar na condição de migrante para perceber o racismo, o preconceito, a xenofobia. É incrível como eu me deparo com isso todos os dias no trânsito. E, quando isso acontece, além de sentir vergonha (muita “vergonha alheia”) e nojo, eu fico me perguntando: “Qual o sentido de o cara fazer isso? Ele acredita mesmo que essa é uma forma bacana de atrair alguém? O que ele espera? De verdade, o que ele espera? Que a mulher ache lindo e fofo um cara escroto e desconhecido buzinando para sua bunda? Que ela olhe pro cara e solte beijinhos? É isso? Se for, tem algo errado!”.

Mas eu acho que esse é o pensamento. Só pode. E, se assim for, há muita idiotice ou muita loucura, ou os dois juntos! Porque pelo mínimo de racionalidade que você tenha, não é difícil concluir que isso é um grande desrespeito. Acho que consegui ser bastante nojento nessas duas histórias. E essa era a intenção. Mas é, infelizmente, um nojo palpável, concreto, real, diário. E, tenho certeza absoluta que 100% das mulheres que lerem isso já passaram por essa situação ou algo muito próximo disso, seja no trânsito ou fora dele.

Mas, calma, eu não estou falando que ninguém pode mais se olhar. Claro que não. São duas coisas totalmente diferentes. É natural que um homem bonito chame a atenção de uma mulher e que uma mulher bonita chame a atenção de um homem. Aliás, é natural que uma pessoa possa chamar a atenção (generalizando toda classificação de gênero), seja pelo sorriso, pelo cabelo, pela simpatia e, claro, também pelo corpo e pela roupa que esteja usando. Mas, calma, eu falei em “corpo e roupa que esteja usando”, mas apenas queria destacar que isso não é convite para estupro ou comentários indelicados. Retomando, é claro que uma mulher bonita me chama a atenção. Isso é inegável. Mas isso não quer dizer que eu precise tocar no corpo dela, que eu precise chamar de “gostosa”, que eu precise ser infiel, que eu precise ficar “secando”, buzinando, e, finalmente, DESRESPEITANDO E INVADINDO SEU ESPAÇO. São coisas totalmente diferentes. E, pra isso, não é preciso que se seja padre ou homossexual, como costumam argumentar. Assim como uma mulher também pode olhar e admirar um homem que passa em seu caminho, sem necessariamente invadir o seu espaço. Isso é natural e direito de qualquer um. No entanto, invadir o espaço do outro é ultrapassar o seu direito e entrar no direito do outro. ESSE É O REAL PROBLEMA.

“- Porra, todas as mulheres que passam aqui na frente esse cara tira onda! Esse bicho é macho mermo!”. É assustador como as pessoas reproduzem esse comportamento e esse desrespeito, no piloto automático mesmo, de forma inconsequente, sem ter consciência de que isso ultrapassa os limites das relações humanas, julgando isso NORMAL e COMUM. Esse é o perigo. Será que a masculinidade ou a virilidade é medida através de quantos assédios você pratica por dia? É óbvio que a resposta é não, mas a ideia desse texto é trazer um desabafo e uma oportunidade para sempre pararmos pra pensar sobre isso.

Forte abraço!

Rafael Urquisa Postado por Tags:
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18 jul 2016

Shampoo Pracaxi & Andiroba Cativa Natureza

Shampoo Pracaxi & Andiroba Cativa Natureza

Esse shampoo da Cativa me dividiu muito, pois eu nunca tinha experimentado um shampoo que não espuma e me frustava quando tinha pressa, rs. A composição é maravilhosa com insumos orgânicos e o perfume é algo que nunca senti na minha vida, uma perfeição Textura cremosa e cor bege transparente. Eu demoro muito pra lavar o cabelo e por isso preciso passar 2 ou 3 vezes shampoo pra lavar bem, e foi isso que me irritou nesse shampoo.

Shampoo Pracaxi & Andiroba Cativa Natureza

Sou uma pessoa prática e vocês já me conhecem, sou pouco vaidosa pra usar esses produtos de beleza muito elaborados ou demorados, portanto esse shampoo não facilitou a minha vida. Eu gostaria de me dar o tempo de um banho gostoso e demorado, mas eu não consigo, sério! Eu tenho ansiedade e tudo na minha vida precisa ser simples e sucinto. Apesar disso, eu amei o perfume e o meu cabelo ficava limpo e disciplinado como não fica com outros shampoos. Não sei se ele pode ser usado como no ou low poo, mas vou deixar a lista de ingredientes no final do post.

Shampoo Pracaxi & Andiroba Cativa Natureza

Eu adorei a textura dos meus cabelos e o cheiro suave, mas duradouro que ele deixa, porém pro meu estilo de vida onde busco coisas práticas e rápidas, ele não foi legal. Na primeira lavagem eu não conseguia espalhar bem e tinha que colocar mais shampoo em cada parte da minha cabeça, já na segunda lavagem eu já conseguia espalhar melhor e sentir a limpeza profunda, as vezes precisava de uma terceira lavagem. Acho que é um produto pra quem tem mais calma, rs.

Shampoo Pracaxi e Andiroba (à venda por R$ 40,00)

Associação de tensoativos suaves e ingredientes orgânicos, como pracaxi, andiroba e extratos naturais de Aloe vera e Erva mate orgânica, promovem limpeza eficaz sem agredir os fios, deixando-os macios e hidratados.

Composição: glyceryl caprylate, *Melaleuca alternifolia (leaf) water, lauryl glucoside, *Pentaclethra macroloba seed oil, *Carapa guainensis oil, glycerin, potassium sorbate , aqua, Aloe Barbadensis (leaf) Extract, dehydroxanthan gum, *Ilex paraguariensis leaf Extract, disodium cocoyl glutamate/sodium cocoyl glutamate, aqua, citric acid, Pogostemon patchouli oil, Cananga Odorata flower oil, Limonene, Linalool e Eugenol. 71,5 % de insumos orgânicos rastreados

Juliana Urquisa Postado por Tags:
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12 jul 2016

Clarice – Novidades e Fotos

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Os primeiros meses de Clarice e Duke conosco foram desafiadores, vou focar em Clarice nesse post porque foi a mais difícil. No final de maio levamos os dois pra um check-up num veterinário de bairro com custo mais padrão, infelizmente o hemograma apresentou alteração em quase tudo nos deixando bem preocupados. O veterinário receitou Promun-Cat (suplemento vitamínico pra fortalecer o organismo), Vitamina C e Doxy Suspensão (antibiótico pra infecção). Voltamos 15 dias depois pra refazer o hemograma e continuou muito alterado. O veterinário ficou preocupado com os leucócitos e plaquetas muito baixos (e todo o resto que também estava fora dos padrões) e nos encaminhou pra um especialista em gatos. Pelo valor das plaquetas (contagem de menos de 50, quando deveria ser mais de 230) seria necessário transfusão de sangue.




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Corremos com os hemogramas pra clínica especializada em gatos, onde o valor da consulta custa o dobro dessa que levamos inicialmente. A primeira coisa que a veterinária fez foi um novo hemograma que, PASMEM, estava perfeito, exceto por uma infecção indicada no aumento da contagem dos bastonetes. O tratamento foi feito com Zitrex (antibiótico) combinado com um xarope para enjoo e solicitou um ultrassom abdominal onde não foi detectado nenhum problema. Voltamos 15 dias depois pra refazer o hemograma e a infecção foi tratada, porém deu leucopenia que é quando a contagem de leucócitos está baixa, deveria ser à partir de 5.500 e estava em 4.000. O tratamento foi com Filgrastim com injeções subcutâneas que tive que dar em casa, CREIA! Medo demais de fazer algo errado, mas consegui. O ideal seriam 7 dias, Clarice só deixou 5 e cada dia era mais difícil, parece que ela ia desenvolvendo técnicas ninja pra não deixar eu aplicar a injeção e a cada dia que passava ela ficava melhor nisso, rs. Voltamos pra refazer o hemograma e AMÉM as 5 aplicações resolveram e a contagem de leucócitos subiu pra 6.000.

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Quando finalmente parecia que estava tudo maravilhoso, nessa última consulta foi percebido uma sensibilidade estranha na coluna de Clarice, algo que não tínhamos notado em todas as outras consultas… E a veterinária achou melhor nos encaminhar pra um especialista em neurologia felina e fazer um raio-x da coluna pra mostrá-lo, também receitou Cronidor (remédio pra dor). O remédio não surtiu muito efeito, fiz exames de toque em casa e a sensibilidade persistia. Na consulta com o neuro o mesmo fez diversos procedimentos, fiquei apenas observando sem saber direito se estava tudo bem. Ao final ele sentou comigo e explicou que as respostas não foram satisfatórias, em diversos exercícios motores ela não respondeu como deveria, o que sugere uma lesão na coluna que pode ser um linfoma ou meningite. O veterinário pediu uma tomografia e análise de liquor pra saber exatamente o que é, porém esses dois exames são caríssimos e no momento precisamos nos recuperar financeiramente pra então fazê-los e também levar Duke nessa clínica especializada em gatos, pois como ela é mais cara tivemos que escolher quem levar primeiro e de acordo com os exames alterados da primeira clínica Clarice era quem estava precisando com mais urgência. Sem falar que Duke ainda precisa ser vacinado e castrado.

Clarice está bem, anda, corre, pula e não reclama de dor nas atividades cotidianas, exceto quando é tocada na coluna na parte da lombar aplicando um pouco de força, como uma massagem. Os exames são necessários porque o quanto antes se descobrir algo mais sério, maiores são as chances de sucesso no tratamento, ou melhor seria se der negativo e isso for apenas uma sensibilidade dela, uma coisa normal, sabe? Vamos torcer por isso.

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Fui colocando tudo no cartão e quando parei pra fazer as contas se dava pra fazer a tomografia levei um susto! Pensando numa solução pra quitar essa dívida (somando tudo desde a primeira clínica veterinária de bairro até o especialista em neurologia felina, remédios, consultas e exames, está em pouco mais de mil e quinhentos reais) e continuar com a luta fiz uma rifa on-line onde o cupom custa 10 reais e o prêmio é um vale compras no valor de 200 reais na Loja Vegaria, o primeiro empório totalmente vegano do Nordeste. O sorteio será no dia 7 de agosto. A rifa é válida apenas pra Recife pra que a pessoa vá na loja usar seu cupom 🙂

Esses foram os acontecimentos dos últimos 2 meses, rs. O que vocês acharam da rifa? É uma boa ideia? Vocês comprariam se morassem aqui em Recife? Se você mora em Recife, ajuda aí 😀

* Não medique seu animal de estimação sem consultar um veterinário antes.

Juliana Urquisa Postado por Tags:
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04 jul 2016

[Sorteio] Livro de Poesias: (Sem) Você – Iago Alves da Silva

Depois de um tempo parado o blog voltou com um mimo pra vocês! Um sorteio de um livro de poesias escrito por um amigo da época da escola. Fiquei super feliz quando vi a postagem dele no face divulgando o seu livro e já garanti o meu e também um pra sortear pros meus leitores. Eu como Pernambucana faço questão de valorizar e divulgar o que é feito aqui e fico mais feliz em compartilhar algo feito por amigos 😀




Aberto por uma Cordilheira, fechado por uma Muralha e com uma Floresta nel mezzo del camin, o proto-poeta de Iago Alves se enclausura no mundo-seu-quarto e guerreia com as palavras. Fechar-se é, todavia, o tormento do poeta. Sua essência é falar e falar é mostrar-se, revelar-se, desnudar-se e isso, não raro, desespera o poeta, sobremodo o jovem proto-poeta.

Sorteio Livro de Poesia (Sem) Você de Iago Alves da Silva

Pra participar basta preencher o formulário abaixo onde os únicos itens obrigatórias são: Informar um e-mail e curtir a fanpage do blog no facebook. Pra adicionar mais cupons basta seguir os passos que se abrirão quando preencher os itens obrigatórios, como seguir no twitter, instagram e twittar sobre o sorteio 😉

Regras:

O vencedor receberá um e-mail e deverá responder em até 3 dias corridos, caso contrário será realizado um novo sorteio;
O livro será enviado em até 3 dias úteis após a confirmação por e-mail do ganhador e coleta endereço;
O produto será embalado com os devidos cuidados. O blog não se responsabiliza por extravios por parte dos correios, ou danificação do produto no processo de entrega por parte dos correios;
A promoção começa em 04/07/2016 e termina em 05/08/2016;
O prêmio só será enviado para endereço no Brasil.

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Boa sorte 😉

Juliana Urquisa Postado por Tags:
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13 jun 2016

E depois disso tudo, como continuar?

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Imagem: Rick Rycroft/AP

Que péssimo dia pra trabalhar, que péssimo dia pra viver, péssimo dia pra ser humana. Como deixar esse sentimento de tristeza e incapacidade de mudar o mundo de lado e simplesmente viver? A minha mente está cheia de pensamentos ruins sobre as pessoas, está cada dia mais difícil manter a fé na humanidade. Não encontro uma saída, não existe mais esperança dentro de mim.

O que aconteceu ontem, o que aconteceu mês passado, o que acontece há anos e diariamente é de me partir em mil pedaços. Eu continuo tentando me juntar notícia após notícia, mas quanto mais o tempo passa menos eu consigo sorrir. A verdade é que lidar com a sociedade vem sendo uma árdua tarefa de uns anos pra cá. Evito conversar, evito pessoas. Infelizmente a maioria das pessoas que convivo não são as pessoas que eu gostaria de ter do meu lado durante a maior parte do meu dia. Infelizmente tenho que conviver com gente machista, homofóbica, etc na maior parte do meu tempo e isso está me destruindo por dentro.

Eu só queria gritar pra todo mundo calar a boca e observar um pouco ao redor, ler uma poesia, estudar um bom livro, abrir a mente e o coração pra esse mundo maravilhoso em que vivemos e que ESTAMOS DESTRUINDO! Como as pessoas são mesquinhas e só pensam em ter mais tempo em ir pro cinema, em ir numa loja comprar o celular mais novo, em ter o carro 0 km… Eu só estou cansada disso tudo e queria sumir agora, sumir pra uma praia deserta e apenas respirar sem nada na minha mente, sem esse sentimento horrível no peito e esse nó na garganta… Não, eu não queria ir sozinha pra lá, eu queria levar todo mundo que se sente como eu, que queria sumir como eu e que se sente como eu em relação às pessoas.

Como continuar sendo fútil depois de tudo isso? Como continuar conversando merda depois de tudo isso? Como continuar olhando nos olhos de pessoas machistas e homofóbicas que TEMOS que conviver diariamente? Alguém me ajuda, porque eu não sei mais 🙁

Juliana Urquisa Postado por Tags:
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10 jun 2016

Dicas de Presentes para o Dia dos Namorados

Domingo é o dia dos namorados, que bom que esse ano caiu no final de semana, hahaha. Vocês sabem o que vão dar pros seus amores? Pra quem ainda está na dúvida, fiz uma listinha com lojas bem bacanas pra inspirar vocês:

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Óculos escuro – Manglier
A manglier tem óculos da marca Antyeto e também de fabricação própria. Pra quem gosta de inovar e surprender, os modelos feitos à mão de madeira são uma ótima opção.

Bolsa pra bike e de costas – Modelaria
Quem namora bikemaníaco como eu pode dar essa bolsa pra guidom de bicicleta, amei essa na cor verde militar. Aproveita e compra algo pra você também, eu ia amar essa na cor goiaba.

Bermuda feita com matéria prima 100% reciclada – Tiê Moda Sustentável
Descobri recentemente e Tiê e as roupas são feitas de material reciclado! Babei na proposta e seria um presente incrível, né? Tem roupa pra homem e pra mulher.

Bota Plateossauro – Vegano Shoes
Ou qualquer outro sapato da loja, tem sapato social, bota, coturno, sapatilha, tênis, etc. Me amarro no estilo dessas botinhas.




Cosméticos e Maquiagem – Lola Cosmetics / Lush
Gel de banho, cremes pro corpo e pra massagem, batom, esmalte. Quem tem um amor bem vaidoso pode se jogar nas opções, com certeza vai deixar o(a) companheiro(a) feliz.

Câmera analógica ou Instantânea – A Maquininha / Fujifilm
A Maquininha personaliza as câmeras analógicas e tornam o presente ÚNICO, a fujifilm possui o modelo instax tipo polaroid toda fofinha e de diversas cores. Pra quem namora alguém louco por fotografia 🙂

Escova rotatória – Diversas marcas
Esse item está na minha wishlist e é um dos produtos mais desejados do UNIVERSO. Se você namora alguém com cabelo comprido e que curte fazer uns ajustes nas madeixas, nada mais justo do que dar uma dessas pro seu amor perder menos tempo na frente do espelho kkkkkkk

Espero que tenham gostado. Lembrando que presei por compartilhar marcas que fazem produtos à mão e veganos (exceto os eletrônicos) 😉

Veja o post com as dicas de 2015!

Feliz dia dos namorados!

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09 jun 2016

13 Passos para reduzir seu lixo diário

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Imagem: Pixabay

Toalhinha na bolsa

Essas toalhinhas são super fáceis de encontrar e baratas. Ando sempre com uma dentro da bolsa pra secar as mãos após lavar, assim evito de usar papel toalha.

Não peça a sua via do cartão

Ô papelzinho inútil, viu! Quando passamos algo no cartão em débito ou crédito recebemos aquela 2ª via pro nosso controle pessoal, mas gente hoje em dia podemos acessar tudo pela internet, smartphone, e é uma inutilidade isso. Alguns comerciantes perguntam se você quer a 2ª via, diga que não, simples assim. Eu sempre digo logo após digitar a senha. Confiro o valor pago no visor e pronto, menos 1 papel.

Cancele correspondências

Fatura de cartão de crédito é algo facilmente acessado e pago pela internet, a correspondência não tem necessidade nenhuma exceto pra comprovação de residência, pra essa finalidade você pode usar outra conta. Se você pagar suas contas pela internet, cancele todas as correspondências em papel e deixe apenas 1 pra comprovação de residência se necessário, como água ou energia.

Composteira

O ideal é evitar ao máximo desperdiçar alimentos, mas caso seja necessário pesquise sobre as composteiras. É uma forma simples e eficiente de transformar seu lixo orgânico em adubo em casa. Se necessário jogar “fora” realmente, utilize sacolas de plástico biodegradável.




Coma no local

Evitando delivery e “levar pra comer em casa” você também evita usar descartáveis. As embalagens delivery geralmente são feitas de isopor, plástico ou papel.

Leve sua caneca/garrafa

No trabalho, faculdade, academia ou na rua é sempre bom ter seu próprio copo pra não precisar usar copos descartáveis. Quando vou passar o dia andando pela rua ou shopping, sempre levo uma garrafinha de água, assim também evito de ter que comprar água na rua e descartar mais uma garrafa plástica.

Você realmente precisa de guarda-napo/papel toalha?

Tente comer sem se sujar, coma devagar e também vai ajudar na sua digestão. No final da refeição pense bem: Você realmente precisa de guarda-napo? Raramente eu preciso e acho que a maioria das pessoas usa porque é automático. O mesmo serve pra papel toalha, opte por panos de limpeza, e palito de dente, ESCOVE OS DENTES kkkkk

Produtos de higiene pessoal

Podem ser comprados de gente que faz artesanalmente, alguns usam embalagens retornáveis de vidro e devolvendo a embalagem na compra de um novo existe um desconto. Shampoo, sabonete, pasta de dente, etc.

Sal do saleiro

Evite usar aqueles saquinhos de sal que se popularizou atualmente nos restaurantes. Cada porção que usar estará descartando lixo desnecessariamente. Prefira usar sal do saleiro, assim não gera lixo e é só repôr no potinho quando acabar.

Leve seu tupperware

Algumas lojas à granel já estão preparadas pra vender nos potes dos clientes e assim evitar de colocar mais plástico no mundo. Imagina cada item comprado será mais um saquinho plástico pro lixo. Você também pode levar seu pote quando for buscar almoço e evitar de usar as embalagens descartáveis dos restaurantes.

O futuro é das ecobags

SEMPRE ande com uma ecobag na bolsa, elas são essenciais. Se não tiver uma, analise se realmente você precisa de uma sacola plástica pra um saco (de papel) de pão, ou pra uma caixa pequena de remédio que caberia facilmente no bolso ou na bolsa. Tenho uma ecobag gigante que levo quando vou fazer feira e cabe quase toda a feira dentro, depois é só tirar do carrinho e tacar na mala do carro. Uma maravilha.

Priorize embalagens recicláveis

Tem que comprar e não tem outro jeito? Prefira sempre o produto que possui embalagem reciclável ou que seja possível comprar o refil. Assim mesmo gerando lixo, essa embalagem vai entrar num ciclo e voltar pro consumidor reciclada.

Recicle

Existem produtos que a gente tem que comprar e não tem pra onde correr, então recicle, recicle TUDO que você puder. Leia as embalagens, separe corretamente e diminua 90% do lixo que iria pros depósitos a céu aberto.

Veja 5 Dicas para você começar a reciclar seu lixo.

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07 jun 2016

7 on 7 – Uma Cor: Azul

Em maio iniciei esse projeto junto mais 6 blogueiras e expliquei melhor no primeiro post. Esse mês o tema escolhido foi cores, cada pessoa poderia escolher uma cor pra fotografar usando-a da forma que quisesse. Eu escolhi o azul, apesar de não ser minha cor favorita, foi a que me deu mais ideias. As fotos foram tiradas à noite porque queria estudar mais a câmera nesse horário, formas de como eu conseguiria melhorar a iluminação. Percebi que ainda preciso estudar muito mais hahaha Mas vamos ver as fotos ;D

7 on 7 de junho - Cor Azul
7 on 7 de junho - Cor Azul
7 on 7 de junho - Cor Azul
7 on 7 de junho - Cor Azul
7 on 7 de junho - Cor Azul
7 on 7 de junho - Cor Azul
7 on 7 de junho - Cor Azul

1. Câmera analógica – Apesar de ter vários itens na foto, eu queria mostrar a minha nova câmera analógica, uma civica personalizada artesanalmente por um moça aqui de Recife. Vale a pena conferir a loja on-line que é só amor ♥
2. Quadro pra organização – Yoga às quartas e sextas em casa, essa era a intenção. É bom ter a foto pra ver se o foco volta xD
3. Filtro dos sonhos – Comprei numa viagem e acho lindo. Tentei pegar os detalhes em azul na foto.
4. Medalha – Um ângulo diferente, passando por dentro do pneu da bicicleta.
5. Duke – A bolinha do arranhador azul.
6. Caneca de chá – Caneca de Doctor Who que dei de presente pro marido. Ela tem a parte interna azul.
7. Clarice – A charmosinha deitada na cadeira azul.

Espero tirar fotos melhores no mês que vem. Acho que o tema também me deixou muito presa, difícil, limitou minha criatividade. O bom desse projeto é isso mesmo, sair da zona de conforto e tentar, né? Apesar da dificuldade eu estou adorando explorar as novidades do mundo da fotografia e também conhecer melhor a minha câmera 🙂

Gostaram? Qual foi a sua foto preferida?
Não deixem de ver as fotos das outras meninas que também participam do projeto 😉

mecativaste queroseralice rastrosmeus entremigasblog nicolioliveira cantinhodavick

Juliana Urquisa Postado por Tags:
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29 maio 2016

Qual o sentido da homofobia?

Qual o sentido da homofobia?
Imagem: Armandinho

PARANDO PRA PENSAR sobre a necessidade pública da virilidade

Há algum tempo confesso que brincadeiras e piadas com homossexuais me faziam rir, assim como com qualquer outro contexto socialmente oprimido, ainda que eu não fosse o gerador delas, por haver um mínimo de respeito da minha parte pelo outro ser humano (independente de escolha sexual, cor, etc). No entanto, há pouco conclui que achar graça de tudo isso que acontece de forma insana na nossa frente, é também uma reprodução desse preconceito, ainda que inconscientemente, ainda que pensemos que rir não é nada demais. Errado! Rir é reproduzir a opressão. Rir é omitir socorro!

Hoje aconteceu uma coisa muito estranha, que foi tão surreal que eu ainda não estou acreditando se realmente foi verdade, se era apenas uma brincadeira e a “vítima” estava levando “numa boa” e eu quem estava demasiadamente preocupado com a situação; mas o fato é que foi uma coisa muito comum de se acontecer e ninguém reflete sobre isso. E o que mais me deixou indignado é que, apesar de pensar diferente de todo mundo ali naquela hora, eu fui omisso, eu reproduzi a opressão. Não de forma ativa, pois não agredi ninguém, mas também não defendi. E a partir do momento em que eu respondo com omissão, eu também sou conivente, eu também fico do lado que agride.




Largando às 19:15, com pressa por querer pegar um filme no cinema às 19:40, decidi trocar de roupa, após o trabalho, no vestiário conjunto, onde todos os funcionários o utilizam, algo que normalmente evito pelo fato de que a falta de educação elimina uns 50% do meu “life” do dia. Um exemplo disso é ter de compartilhar telefones celulares tocando músicas que eu não pedi para ouvir, discussões agressivas sobre futebol que eu não estou nem aí para quem ganhou ou perdeu, ou ter de colocar a roupa em cima dos sapatos para não colocar no chão, pois toda a prateleira está ocupada. Mas, hoje, eu preferi me trocar no vestiário conjunto.

Passados uns 2 minutos após eu ter entrado e começado a minha troca, percebo que um homem começa a se trocar próximo a um outro armário e um outro cara começa a fazer brincadeiras e piadas com um rapaz que estava há 1 metro de mim, do tipo: “cuidado, não se troca sem cueca aqui não, porque fulano tá aqui”, e um monte de gente começava a rir, fazendo graça da possível sexualidade do rapaz. Se o cara era homossexual ou não, não sei, e tampouco me interessa, tampouco faz diferença para mim. Além disso, enquanto o rapaz, totalmente constrangido, com um monte de gente fazendo piadas e brincadeiras de sua sexualidade, e ele sozinho em meio a uns 8 homens escrotos, um deles dava tapas em sua bunda, enquanto ele se arrumava rapidamente para sair daquele contexto hostil. Ele, em minoria, acuado, sem poder para reagir, apenas pedia para o cara parar. Mas não adiantava.

Eu fiquei muito sério, meio desnorteado, sem entender o que de fato acontecia, exatamente por não conhecer as pessoas envolvidas nesse caso. Eu tentava entender se realmente havia alguma intimidade ali entre “amigos”, se aquilo era algum tipo de palhaçada entre amigos, ou se realmente era um contexto homofóbico. E, nessa tentativa de entender, eu ficava com minha atenção e olhar totalmente direcionado para a “vítima” enquanto eu me trocava, tentando captar alguma resposta não-verbal que me fizesse entender o que estava acontecendo, e também torcendo para captar um: “Poha! Vocês me respeitem. Vocês podem pensar o que vocês quiserem, mas me respeitem. Não interessa! Isso é o mínimo! E a próxima vez que você tocar em mim (se referindo ao tapa na bunda), você vai para a delegacia”. Eu estava torcendo para: ou captar que, de fato, aquilo era só uma brincadeira infantil e a própria vítima estava também levando na brincadeira (o que também não deixa de ser preocupante), ou captar que aquilo realmente era uma coisa séria.

E a conclusão não demorou. Entre tapas, brincadeiras e assédio moral, percebia que a “vítima” ficava cada vez mais inquieta, séria, constrangida e organizava seus pertences em uma mochila com uma rapidez que, se eu o tivesse imitado não teria perdido o horário do filme no cinema. Nessa velocidade em organizar suas coisas para ir embora de toda aquela zona de conflito, sem perder uma oportunidade, enquanto eu estava saindo do vestiário, ainda ouvi falarem: “Cuidado pra não rasgar a mochila com essa agonia toda! (E todos riam, como uma forma de valorização da ideia da soberania do HOMEM MACHO sobre o HOMEM MULHERZINHA)“.

Não é preciso ser homossexual para se colocar no lugar de constrangimento que aquele cara passou, e também no MEDO que ele sentiu. Sim, medo! Claro! Vocês têm dúvida de que aquele cara sentiu medo? Como um ser humano deve se sentir diante de outros que não respeitam o seu semelhante? O mesmo deve sentir uma mulher, quando anda de saia à noite. O problema não está na escolha sexual, o problema não está na saia curta. O problema está na desumanidade cada vez mais presente na humanidade. E assim como não preciso ser homossexual para me colocar no lugar dele, também não preciso ser uma criatura escrota simplesmente pelo fato de ser heterossexual. E estou usando o termo “criatura escrota” como um nível acima do patamar “machista”, uma vez que, inevitavelmente, ainda vivemos em uma sociedade machista, e ainda que se tenha um pensamento diferente, é difícil afirmar ser 100% não-machista. Isso seria hipocrisia, uma vez que ainda existem comportamentos e hábitos que ainda são “medulares” (fazendo analogia às respostas mediadas por reflexos oriundos da medula espinhal, ou seja, que não passam pelo encéfalo). É cultural (infelizmente) um comportamento ou outro machista, mas que bom que isso está em evolução. Entenda e perceba que não estou afirmando que: “ahhh, é cultural, sempre foi e vai ser assim, não posso fazer nada. Fodam-se, vão ter que conviver com isso”. Nada disso. O que trago é apenas uma constatação histórico-cultural. O que podemos mudar é o presente e o futuro; mas a constatação sociocultural, não.

Diante dessa insanidade, muitos pensamentos no caminho de volta para casa:
1) “Por que eu não fiz nada?”;
2) “Eu poderia fazer alguma coisa?”;
3) “Se eu o defendesse, as pessoas iam pensar que eu também sou homossexual”;
4) “Pensar isso também não seria um preconceito da minha parte?”;
5) “Eu estou chegando agora nesse local de trabalho, talvez não entenda as relações que as pessoas têm entre si. Será que seria muita exposição eu chegar agora, do nada, e já ir me intrometendo numa discussão dessas pessoas? O que fazer?”;
6) “Será que eu não intervi porque também seria minoria e, no fim das contas, ia haver um deslocamento do assédio para o meu lado?”;
7) “A minha omissão permitiu tudo aquilo?”;
8) “A minha intervenção poderia interromper tudo aquilo?”;
9) “Será que eu fui covarde diante da minha omissão?”;
10) “Será que seria precipitação se falasse algo?”.

Mas, então, eu me pergunto: qual o sentido da homofobia? O que leva um homem à colossal necessidade de tornar pública a sua virilidade? Qual a necessidade de mostrar que EU SOU MACHO PRA CARALHO E ELE É UMA BICHINHA MANHOSA? Qual a necessidade disso? O que se ganha com isso? Ganha-se mais respeito pelas outras “criaturas escrotas”? Faz sentido ser respeitado à medida que desrespeita outrem? Qual o objetivo de diminuir um outro ser humano simplesmente porque ele não compartilha dos seus gostos? Isso o torna menor? Isso o torna incapaz? Isso o torna objeto de graça? Ainda que fosse menor, incapaz e objeto de graça, o que se ganharia com isso? O que eu ganharia diminuindo uma outra pessoa?

No que a minha vida muda se uma outra pessoa gosta de uma criatura do mesmo sexo? Nada, não muda nada. Muito pelo contrário. Se isso a faz feliz, então, ótimo. Seja feliz! O mundo precisa de mais pessoas felizes, pessoas que são aquilo que realmente desejam, que trabalham naquilo que realmente sonham, que estão ao lado daqueles que realmente amam. Isso não é problema. Muito pelo contrário, isso é a solução. E a solução está na liberdade e na igualdade por dignidade.

Então, para quem pensa que outra pessoa é menor e digna de PENA ou DESPREZO por se comportar sexualmente diferente, é bom parar pra pensar.

Rafael Urquisa Postado por Tags:
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