21 abr 2016

Resenha do Filme Ponte dos Espiões

Resenha do Filme Ponte dos EspiõesPonte dos Espiões
Bridge of Spies
Ano: 2015
Dirigido por: Steven Spielberg

James Donovan (Tom Hanks), um advogado de créditos de seguros do Brooklyn, encontra-se no centro da Guerra Fria quando a CIA o envia a uma tarefa quase impossível de negociar: a libertação de um piloto americano capturado.
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Não sou fã de filmes nesse estilo e só pelo título já imaginava o que viria, algo longo e complexo. Apesar dele ser exatamente isso, me surpreendeu positivamente.

Resenha do Filme Ponte dos Espiões
Imagem: ligadoemseries.com.br

Ponte dos Espiões acontece na época da Guerra Fria e conta a história de um espião soviético capturado em Nova Iorque e seu processo de julgamento. Todo o país contra aquele sujeito e querendo pena de morte quando o advogado de uma firma de seguros chamado Donovan (Tom Hawks) é enviado para o caso. Decidido a conseguir todos os benefícios que seu cliente tem direito, Donovan começa a receber ameaças e vê a sua vida e de sua família em risco, pois todos querem a morte do espião e o vêem como um traidor.

Resenha do Filme Ponte dos Espiões
Imagem: br.ign.com

Resenha do Filme Ponte dos Espiões
Imagem: fabricadeexpressoes

Durante o filme somos familiarizados com Abel, o espião soviético, através das entrevistas que Donovan faz com ele e das cenas onde Abel aparece pintando quadros, um hobby. O espião nunca trai seu país, sempre fiel e decidido, calmo e sereno. O advogado parece o compreender e por isso o defende como qualquer outro cliente, pra ele Abel estava apenas fazendo o seu trabalho e poderia ser qualquer um.

O jogo vira quando um piloto americano é capturado pela União Soviética, apesar de todo o treinamento orientando os soldados a se suicidarem em caso de captura. Donovan é convidado a fazer uma negociação arriscada pra trocar os prisioneiros e é aí que começa a ficar interessante, porque o advogado precisa usar muito jogo de cintura pra lidar com pessoas que se interpretarem uma vírgula errada os planos vão por água abaixo. No meio da confusão um estudante americano é capturado também e, mesmo indo de encontro a todos, Donovan o inclui nas negociações dando mais suspense a trama, pois não sabemos se ele conseguirá trocar 1 por 2.

A história condiz com o nome do filme quando a cena da troca dos prisioneiros começa, uma ponte onde de um lado estão os americanos e do outro os soldados da União Soviética. E pra saber o desfecho dessa troca, você precisa assistir, hahaha.

Filme longo com mais de 2 horas de duração que em alguns momentos se arrasta devido aos diálogos complexos de direito, mas que vale muito a pena pelo conteúdo histórico, apesar de tendencioso pro lados dos EUA. Destaque pra atuação de Tom Hawks e Mark Rylance (ganhador do Oscar como ator coadjuvante).

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01 fev 2016

Maze Runner: Prova de Fogo

maze-runner-prova-de-fogo_t106368_xKyK2Ua_jpg_290x478_upscale_q90Maze Runner: Prova de Fogo
Maze Runner: The Scorch Trials
Dirigido por: Wes Ball
Ano: 2015

Thomas (Dylan O’Brien) e seus companheiros Clareanos vão encarar seu maior desafio até agora: procurar por pistas sobre a misteriosa e poderosa organização conhecida como C.R.U.E.L. Sua jornada os leva até O Deserto, um cenário desolado repleto de obstáculos inimagináveis. Unindo-se com lutadores da resistência, os Clareanos desafiam as forças superiores da C.R.U.E.L. e descobrem seus terríveis planos para todos eles.

No primeiro filme somos apresentados aos personagens de forma mais pessoal e temos um cenário pequeno, onde tudo acontece rápido e numa correria daquelas! Eu não conseguia me segurar no sofá de tanta tensão e esperava algo parecido ao assistir Mazer Runner 2.

No segundo filme temos o mundo inteiro como cenário: deserto, galpões “abandonados” e estradas fantasmas. Correria? Um pouquinho comparado ao primeiro, mas acho que o nome do filme perdeu um pouco a essência quando não se existe um “motivo maior” para tal.

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No meio do filme somos apresentados ao Fulgor, uma doença que vem dizimando a humanidade e então descobrimos porquê os adolescentes são mantidos para testes e experiências. A cura! Apenas crianças possuem a substância no sangue capaz de curar o Fulgor, e raros adolescentes, como Thomaz, ainda permanecem com a capacidade de cura no sangue.

Na maratona de fugir da CRUEL (empresa que busca a cura, consequentemente os adolescentes que fugiram) o pequeno grupo se depara com muita aventura, zumbis à la I Am Legend, tempestade de areia e de raios e refugiados. Mas será que podem confiar nessas pessoas?

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Adorei ter visto o Giancarlo Esposito no elenco e confesso que nem sabia que ele fazia parte do filme. Curto o ator desde Breaking Bad e é um dos meus preferidos. Jacob Lofland também deu show trazendo sobriedade e suspense à trama. O Thomas Brodie-Sangster é o meu ator preferido em Mazer Runner desde o primeiro e subiu mais ainda na minha crítica. Kaya só faz me decepcionar, atuação meia-boca ou é a personagem que não me desce? Trisre porque eu a amava em Skins 🙁 O vilão interpretado por Aidan Gillen tem um ar cômico e não me bota medo… Acho que deveriam trabalhar melhor a imagem dele pra alguém mais sério. Agora a personagem que realmente apareceu pra tocar fogo (trocadilho com nome do filme) foi a Rosa Salazar. Não a conhecia e amei a interpretação e o trejeito dela, além de ter um cabelo maravilhoso (estou na fase dos curtíssimos)

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Quando apareceram os zumbis eu fiquei chateada… Acho que perdeu totalmente o rumo do filme e tentou juntar muita coisa, agradar muitos gostos, perdendo a identidade. Um pouco após a metade o filme me conquistou novamente quando encontraram o grupo de refugiados e Brenda e Jorge apareceram. Dei apenas 3 estrelas pra esse filme no Filmow… Desanimei com relação ao próximo filme que será lançado em 2017, mas espero que ele me surpreenda como o primeiro.

Fotos: Maze Runner Filme

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14 jan 2016

Expresso do Amanhã

o-expresso-do-amanha_t51518_UW675Zi_jpg_290x478_upscale_q90Expresso do Amanhã
Snowpiercer
Dirigido por: Bong Joon-ho
Ano: 2013

Um experimento para impedir o aquecimento global falha e uma nova era do gelo toma conta do planeta. O que resta é apenas neve e guerra. Os únicos sobreviventes da Terra estão a bordo de uma imensa máquina chamada Snowpiercer. Lá dentro, os mais pobres vivem em péssimas condições, enquanto a classe rica vive em meio ao luxo.

No último fim de semana assistimos Expresso do Amanhã na Netflix e o filme foi além do que eu esperava. Cheio de aventura e lições darwinianas sobre a sociedade, traz muita reflexão sobre o mundo em que vivemos em um contexto menor.

O planeta Terra continuava aquecendo e pra amenizar o clima foi solta no ar uma substância que prometia não só parar o aquecimento global, como também diminuir a temperatura para algo aceitável para a população. Infelizmente a tentava foi frustrada e o planeta inteiro congelou, matando toda forma de vida. Apenas sobreviveu quem comprou ingressos pra Locomotiva de Wilford, auto sustentável e que nunca pára.

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O filme começa mostrando a realidade da “classe econômica” da locomotiva. Vivendo na miséria absoluta, totalmente dominados e passivos encontram esperança em mais uma rebelião, mas dessa vez eles têm um plano melhor e um líder disposto a tudo pra mudar a realidade.

As cenas são escuras e em tons de cinza, tudo triste e com um toque de poesia nas imagens e à medida que avançam os vagões as cores vão mudando. O contraste entre fora e dentro da locomotiva é vivo. Aquele determinado momento em que bate um feixe de luz, o sangue ganhando destaque, o terror nos olhos que se arregalam. A luta combatida pela classe inferior, dia após dia, subindo os degraus vagões da locomotiva em busca de quê?

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No começo o objetivo era dominar a locomotiva a fim de terem uma vida melhor, mas com o avançar dos vagões e as mortes, os poucos que restam no final tem objetivos bem diferentes, como vingança e liberdade, que fecham o filme com chave de ouro.

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Destaque especial pra Tilda Swinton que se transformou na personagem e realmente dá agonia vê-la falar e se mexer. Em uma das cenas mais tensas ela diz a frase mais marcante pra mim:

“Você usaria um sapato em sua cabeça? É claro que não. Um sapato pertence aos seus pés. Um chapéu pertence a sua cabeça. Eu sou um chapéu. Você é um sapato. Eu pertenço à cabeça. Você pertence aos pés.”

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Kyung-pyo Hong foi reponsável pela fotografia que me encantou. Ele incluiu em cada cena um significado, como por exemplo o “herói” sempre ser filmado de perfil da esquerda dando intenção de andamento, avanço, evolução.

Um filme incrível pra se assistir várias vezes, cheio de contrastes sociais e de cores. Faz a gente pensar. Incrível!

Imagens: snowpiercer-film.com/

Juliana Urquisa Postado por Tags:
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