20 fev 2018

Sobre passado, presente e futuro

O que nos torna o que somos hoje? Vivemos experiências únicas desde que nascemos, cada ano passa como se lenvatássemos um muro na nossa construção interior. Como engenheiros vamos subindo uma barraca, casa, prédio, arranha céu. Nem sempre ventos amenos circundam nossa construção, as vezes temos a surpresa de furacões e até mesmo terremotos. As rachaduras não demoram a aparecer, quanto mais tempo passa mais elas se aprofundam, deixando nossos alicerces frágeis.

Quantos abalos sísmicos conseguimos suportar? Cada pessoa é um universo, um pequeno terremoto pra você pode ser um escala 9 pra mim. Algumas paredes podem cair, mas a construção não pode parar, não podemos desistir. Enquanto consertamos de um lado precisamos continuar subindo paredes do outro e nem sempre o tempo está do nosso lado. Tudo tem que ser rápido, a vida não espera a gente se levantar. Só que a pressa é inimiga da perfeição.

Depois de mais de 30 anos vividos, hoje vejo com clareza que minha personalidade se formou depois dessa idade. Hoje o que sou é difícil de mudar. Até onde eu sou produto do meu passado? Quanto podemos mudar depois de todas as paredes levantadas e cimento seco? Olho pra trás e vejo tantos erros, olho pra frente e não enxergo mudanças. É difícil olhar pro espelho, saber que preciso mudar e não encontrar um caminho pra esse objetivo.

Reformas são lentas e caras, porém possíveis, basta querer. É normal se sentir perdido as vezes, a bagunça é tão grande que não sabemos por onde começar a arrumar a casa. Tudo passa, me prendo a isso o tempo todo. O pontapé inicial é o mais importante e pode apontar pra qualquer lado, contanto que aconteça. Ainda estou tentando me equilibrar em 1 pé só pra conseguir, um passo depois do outro.

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