13 out 2017

O Guia do Mochileiro das Galáxias

O Guia do Mochileiro das GaláxiasO Guia do Mochileiro das Galáxias
Autora: Douglas Adams
Ano: 2009
Páginas: 208
Editora: Arqueiro

Considerado um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, O guia do mochileiro das galáxias vem encantando gerações de leitores ao redor do mundo com seu humor afiado. Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect.
A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do mochileiro das galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário.
Mestre da sátira, Douglas Adams cria personagens inesquecíveis e situações mirabolantes para debochar da burocracia, dos políticos, da “alta cultura” e de diversas instituições atuais. Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar.

Sabe aquela fase em que tudo dá errado, sua vida tá uma bosta, e você precisa se distrair com algo leve pra espairecer? Foi num momento assim que tive a oportunidade de ler O Guia do Mochileiro das Galáxias que recebi emprestado de uma pessoa muito especial. Confesso que tinha preconceito com essa estória por causa do filme, que eu sequer consegui passar dos 15 minutos, detestei!

O livro me surpreendeu desde a primeira página com sua escrita simples e divertida. Não consegui passar 1 página sequer sem dar uma boa gargalhada. Me fez esquecer dos problemas e querer chegar rápido no final pra saber o que ia acontecer naquela estória maluca e sem noção do Douglas Adams. Como alguém consegue ter tanta criatividade pra coisas aleatórias?

O Guia do Mochileiro das Galáxias é um livro num dispositivo com tudo o que precisa saber pra viajar pelo universo, basta pesquisar e pronto, as informações surgem na tela. Lembrando que bem na frente tem escrito NÃO ENTRE EM PÂNICO, que já ajuda 99% das pessoas que os têm nas mãos, rs. A estória gira em torno de Arthur e Ford e como a Terra teve um péssimo destino final por causa de alguma coisa sem sentido nenhum. Então somos levados a uma viagem no espaço com Ford e Arthur entrando em várias confusões hilárias. As piadas sarcásticas dos dois e as situações inusitadas que aparecem são um prato cheio pra gente cair na risada e esquecer de tudo ao redor. Estou ansiosa pra ler o próximo, provavelmente só lerei quando terminar uma lista infinita de livros da meta de 2016 :~

Juliana Urquisa Postado por Tags:
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19 maio 2016

Resenha A Política Sexual da Carne de Carol J. Adams

A_POLITICA_SEXUAL_DA_CARNE_1344426450BA Política Sexual da Carne – A Relação Entre o Carnivorismo e a Dominância Masculina
Autora: Carol J. Adams
Ano: 2012
Páginas:n352
Editora: Alaúde

Publicada pela primeira vez no Brasil, esta edição comemorativa de 20 anos traz o texto de uma das principais referências teóricas para a compreensão e o estudo das influências de uma sociedade patriarcal nos hábitos alimentares e na relação de seus membros com as mulheres e os animais. É impossível ficar indiferente à tese defendida por Carol J. Adams de que a matança de animais e a violência contra a mulher estão intrinsecamente ligadas. Mais que pregar uma dieta sem carne, esta obra polêmica e provocadora promete estimular as reflexões e os debates necessários para que se construa um mundo mais igualitário.

Terminei de ler esse livro faz algumas semanas, mas confesso que tive medo de escrever algo sobre ele e não ser à altura. É como escrever uma resenha sobre algo que nem sei explicar, com certeza vou reler um dia, encaro essa obra como uma bíblia pro feminismo e vegetarianismo e foi uma bagagem tão grande de conhecimento no decorrer da leitura que ainda tento digerir todo o aprendizado.

A Política Sexual da Carne - Carol J. Adams

Carol J. Adams conseguiu reunir relatos e história real, a bibliografia é gigante constando todas as referências, então é impossível fechar o livro e pensar algo como “Nossa, que viagem” porque infelizmente, é tudo real, é história. A autora faz uma análise sobre como o feminismo e o vegetarianismo sempre estiveram de mãos dadas, como as feministas mais citadas da história foram vegetarianas, mas esse aspecto nunca aparece em suas biografias.




A Política Sexual da Carne - Carol J. Adams

A ligação entre o patriarcado, a política sexual por traz do consumo da carne, os homens elevados ao posto de líderes do lar e da sociedade. O domínio daqueles que se alimentam de determinada forma e como o vegetarismo veio ganhando forças nos últimos 100 anos. Como após a segunda guerra mundial o vegetarianismo cresceu e no que isso interferiu na vida das pessoas. As mulheres e sua relação com a carne e o dever de preparar a comida dos homens, a sexualização dos animais e a animalização das mulheres frente ao controle do sexo masculino são assuntos abordados por Carol.

A Política Sexual da Carne - Carol J. Adams

Uma das coisas mais interessantes foi quando Carol mostra os livros antigos que tratavam o consumo da carne de forma sutil. Grandes escritores e estórias que eu jamais tive conhecimento que determinados personagens eram vegetarianos (como Frankestein que é vegetariano na obra e nunca tinha lido nada sobre isso) e como isso influiu na sociedade. Passei a ver as propagandas e certos comentários do dia a dia de forma diferente, como se tivesse aberto a mente pras entrelinhas postas à nossa mesa diariamente. Carol precisou correr muito atrás e pesquisar em bibliotecas e com os amigos e familiares das pessoas que ela escreveu porque a maioria das coisas não está disponível facilmente na internet, principalmente como as feministas estavam ligadas diretamente a causa animal. Entendi que oprimidos entendem oprimidos e as mulheres antigamente (hoje ainda somos oprimidas, mas antigamente bem mais) compreendiam a causa animal em sua maioria e sempre estavam em protestos tanto pessoalmente, como entre seus amigos e onde elas escrevessem.

Uma boa reflexão também é a forma como o homem está intrinsecamente ligado à morte, tanto com a caça, como com as guerras, e as mulheres à vida. O poder de gerar uma vida interfere diretamente na forma como as mulheres lidam com a vida. Um exemplo interessando no livro é: Quando uma mulher vê um animal ferido na floresta, ela pensa em cuidá-lo, enquanto que o homem pensa em matá-lo. Estou falando no contexto histórico, claro que os homens vem evoluindo muito, mas historicamente falando os homens sempre foram aqueles que devem caçar, que não sentem pensa, que devem ser os machos, que vão pras guerras, etc.

A Política Sexual da Carne - Carol J. Adams

O livro também traz várias citações de feministas, médicos e escritores. Separei alguns:

“Para ser feminista, a mulher precisa primeiro se tornar feminista. As feministas não percebem coisas diferentes das percebidas pelas outras pessoas; elas percebem as mesmas coisas, de maneira diferente. A consciência feminista, posso arriscar dizer, transforma um ‘fato’ numa ‘contradição'”.
– Sandra Li Bartky

“Quase não há seres humanos no curso da história que tenham morrido por um disparo feito por uma mulher; a imensa maioria dos pássaros e feras foi morta por vocês, não por nós.”
– Virgínia Woolf em Sociedade das Excluídas

“O homem andava com o animal, inquilinos do mesmo teto;
A mesma mesa ele tinha, e a mesma cama;
Nenhuma morte o vestia, nenhuma morte o nutria.”

– Alexander Poper em Éden

“Tinha tido o prazer, pelo menos, de morrer de morte natural.”
– Margareth Drabble em A Era do Gelo quando um faisão morre de ataque cardíaco.

“Acho que você devia perguntar quem começou a comer carne, e não quem recentemente a dispensou.”
– Plutarco em resposta a alguém que lhe pergunta por que Pitágoras se abstinha de comer carne.

“Por que você me pede para lhe dar satisfação por comer decentemente?”
– Bernard Shaw ao ser indagado por que era vegetariano.

“Eu poderia lhe dizer agora que sou vegetariana, mas vamos deixar isso de lado. Não vou entrar nas razões. Se você não as entende, não há muita coisa para dizer; e, se as entende, não preciso dizer nada.”
– Lynn Meyer em Thriller de Bolso

A Política Sexual da Carne - Carol J. Adams

Comprei o livro no VegFest e consegui o autógrafo da autora, legal porque foi na semana do meu aniversário e foi um presente e tanto. Carol viaja o mundo dando palestras sobre esse e seus outros dois livros (The Pornography of Meat e Living among Meat Eaters) que ainda não foram trazidos pro Brasil. Eu tinha uma leve noção de que o vegetarianismo e feminismo estavam interligados por causa do facebook e como as fêmeas das outras espécia são oprimidas, exploradas e estupradas diariamente pro prazer culinário, muito mais do que os machos, mas esse livro traz um contexto histórico desde quando nós mesmas, mulheres humanas tínhamos mais conhecimento disso e éramos mais empáticas com relação à isso.

A Política Sexual da Carne - Carol J. Adams

Percebo que no decorrer dos anos o feminismo se distanciou do vegetariano, infelizmente, talvez isso se deva aos avanços sociais e ao distanciamento da carne em si como animal da sociedade, o meio rural se distanciou do meio urbano e isso contribuiu pra alienação sobre como e de onde vem a carne e como ela é produzida. Li algumas resenhas criticando o livro e uma maioria elogiando. Pra mim é um livro obrigatória pra todas as pessoas, homens, mulheres, vegetarianos ou não. Ele abre os olhos, destaca hábitos inconscientes do ser humano tornando-os questionáveis, ou seja faz a gente pensar e tudo que abre a nossa a mente é bom pra sociedade em geral. Mas principalmente pras mulheres por ter um contexto em que elas estão inseridas como oprimidas e pra conhecimento sobre feminismo e vegetarianismo.

Juliana Urquisa Postado por Tags:
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01 mar 2016

Book Tour: Chinelo de Pano – Maria Edna

CHINELO_DE_PANO_1402336788BChinelo de Pano – Caminho seguro para a espiritualidade
Autora: Maria Edna Holer de Oliveira
Ano: 2013
Páginas: 160
Editora: Íthala

Quando perdemos pessoas a quem amamos profundamente, nos fazemos perguntas que nos colocam diante de emoções e conflitos existenciais jamais experimentados. As respostas a essas perguntas podem ser surpreendentes, sobretudo quando estamos dispostos a seguir em frente, apesar das dores da alma. O livro Chinelo de Pano é a descoberta da espiritualidade como ferramenta para uma vida mais plena, trata da luta constante para alcançar o equilíbrio, a paz e a alegria de viver.

Book Tour - Chinelo de Pano

Fui convidada pra participar do Book Tour do livro Chinelo de pano da autora Maria Edna através do Skoob e aceitei. Book tour é quando 1 livro viaja por várias cidades com o objetivo de divulgação. Cada leitora envia pra próxima quando termina de ler e assim a autora permite que várias pessoas conheçam seu trabalho, façam resenha, etc. É uma ótima ideia e como eu adoro ler e também curto receber e enviar coisas pelos correios (como antigamente, cartas, etc) sempre que posso participo de book tour e mando uma cartinha junto com o livro pra próxima leitora.




Chinelo de Pano conta uma história real sobre superação através da fé e auto conhecimento. A história fala sobre a perda de uma pessoa querida e como isso impacta na nossa vida. O caso aconteceu com a autora, Maria Edna, e foi essa grande perda que a fez começar a escrever. Inclusive ela possui outros livros publicados de contos, mas esse é a história de como tudo começou.

Book Tour - Chinelo de Pano
“Minhas escolhas me trouxeram exatamente onde escolhi estar. A soma dos meus dias se resume na construção da mulher que desejo ser. Escolhi o doloroso e árduo caminho ao enfrentar minhas dores: as dores da existência. Escolhi lutar por minhas escolhas, e descobri em mim uma força interior poderosa.”

Algumas pessoas são mais sensitivas do que outras e no livro vemos bastante disso, no decorrer da história vemos a autora conhecendo o espiritismo pra superar a dor da perda e continuar sua vida sem se entrega à tristeza e depressão. Conhece várias pessoas pelo caminho que a ajudam a perder o preconceito contra a doutrina e é através da fé que dá a volta por cima e consegue se reerguer. Ela deixa claro que é a fé e a força de vontade que consegue nos trazer de volta ao cotidiano, independente de qualquer religião, mas algumas nos identificamos mais do que outras.

Book Tour - Chinelo de Pano

Com apenas 160 páginas a leitura é rápida, porém encontrei alguns problemas com a edição e erros de português e concordância, além de existirem trechos repetidos, o que me tirou a atenção em algumas partes. Acredito que uma melhor revisão resolveria esses pequenos problemas e espero que na próxima edição estejam sanados. A autora escreve muito bem e vai e volta das situações de forma bem dinâmica.

Na foto abaixo o livro prontinho pra ir pra próxima leitora, direto de Recife pra São Paulo 🙂

Book Tour - Chinelo de Pano
“O ser humano é responsável pelos tormentos que cria para si mesmo, através dos pensamentos que alimenta e dos atos que pratica. Cada ser é responsável por tudo que faz e, cedo ou tarde, responderá por seus atos, não importa o tempo que leve.”

Uma história de superação e de compreensão, onde aprendemos através das experiências reais da autora a ter mais amor, calma e paz interior pra então viver uma vida plena apesar dos problemas cotidianos e pedras que aparecem em nosso caminho.

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12 nov 2015

Resenha: Um Gato de Rua Chamado Bob

UM_GATO_DE_RUA_CHAMADO_BOB_1365596111BUm Gato de Rua Chamado Bob
Autor: James Bowen
Editora: Novo Conceito
Ano: 2013
Páginas: 240

Quando James Bowen encontrou um gato ferido, enrolado no corredor de seu alojamento, ele não tinha ideia do quanto sua vida estava prestes a mudar. Bowen vivia nas ruas de Londres, lutando contra a dependência química de heroína, e a última coisa de que ele precisava era de um animal de estimação. No entanto, ele ajudou aquele inteligente gato de rua, a quem batizou de Bob (porque tinha acabado de assistir a Twin Peaks).
Depois de cuidar do gatinho e trazer-lhe a saúde de volta, James Bowen mandou-o embora imaginando que nunca mais o veria. Mas Bob tinha outras ideias. Logo os dois tornaram-se inseparáveis, e suas aventuras divertidas — e, algumas vezes, perigosas — iriam transformar suas vidas e curar, lentamente, as cicatrizes que cada um dos dois trazia de seus passados conturbados.
Um Gato de Rua Chamado Bob é uma história comovente e edificante que toca o coração de quem a lê.

Desde que li a resenha no Fluffy que vinha desejando esse livro e quando vi que podia trocar meus pontos do cartão de crédito por um vale presente da Livraria Cultura, caiu como uma luva! O cupom era de exatamente R$ 30,00 e o livro custou R$ 29,90 😀

Um Gato de Rua Chamado Bob

Demorei pra terminar porque sempre faço mil coisas ao mesmo tempo e junto com o livro eu estava tricotando e reaprendendo violão. Abandonei-o por mais de 1 semana, mas bati o pé e decidi terminar. Passei a fazer os caminhos de ida e volta pro trabalho lendo, uma lanterninha portátil que meu marido me deu ajudou bastante à noite.

Um Gato de Rua Chamado Bob

Eu amo ler histórias reais, porque elas me inspiram e me fazem refletir sobre a vida das outras pessoas e como posso melhorar a minha vida através dos seus ensinamentos e experiências. Com o James não foi diferente, um cara com bastante problemas desde criança e que encontrou Bob num momento especial. A vida de James muda completamente desde que o gato entra na sua vida, trazendo senso de responsabilidade e vontade de ser uma pessoa melhor pra Bob.

Algumas pessoas conseguem seguir suas vidas numa linha contínua e fluente sozinhas, mas outras não. Outras precisam de um porto seguro e eu acho que James é assim. Sozinho ele não se mantinha em pé, ele precisava de uma companhia, alguém por quem estar presente. Todo mundo é diferente e isso não é um defeito, imagina se todos fossem iguais, que sem graça seria?

Um Gato de Rua Chamado Bob

O livro é muito bem escrito, tem linguagem fácil e a linha do tempo é bem feita. Eu imagino a loucura que deve ter sido juntar tantas histórias legais que James escreveu e depois organizar tudo pra criar esse livro <3 É uma história leve pra ler e ficar feliz, em algumas partes chorei de emoção (não posso contar em quais pra evitar spoiler, mas se você ler acredito que também vá chorar). É um livro pra sorrir e somar, dar força e crer que se estamos numa fase ruim devemos continuar seguindo em frente e tentando, pois conseguimos qualquer coisa quando tentamos com o coração.

Um Gato de Rua Chamado Bob

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27 jun 2015

Resenha: O Silmarillion

O_SILMARILLION_1319669370BO Silmarillion
Autor: J. R. R. Tolkien
Ano: 2009
Páginas: 470
Editora: WMF Martins Fonte

Quando ‘O Senhor dos Anéis’ foi publicado, as histórias de ‘O Silmarillion’ já existiam em suas versões iniciais, escritas em velhos cadernos, muitas vezes às pressas e a lápis. Tolkien trabalhou nesses textos ao longo de toda a sua vida, tornando-os veículo e registro de suas reflexões mais profundas. ‘O Silmarillion’ relata lendas de um passado remoto, ligadas às Silmarils, três gemas perfeitas criadas por Fëanor, o mais talentoso dos elfos. Morgoth, o Senhor do escuro, que habitava a Terra-média, roubou essas pedras preciosas e as engastou em sua coroa de ferro. Para recuperá-las, os altos-elfos travaram uma guerra prolongada e sem esperanças contra o grande Inimigo.

O SIlmarillion

Comecei 2015 com o foco de fazer coisas que queria há muito tempo, mas não conseguia. Eu comprei esse livro há uns 2 anos e sempre adiei e adiei. Finalmente consegui pegá-lo e terminá-lo sem enrolar, a história também ajuda, cada capítulo melhor do que o outro, muitas histórias incríveis em um livro só, tudo se encaixando perfeitamente. Eu sempre quis ler O Senhor dos Anéis e já sabendo de todos os livros que rodeiam essa história, pesquisei e comecei pelo começo e vou seguir a ordem dos livros, que não é a mesma ordem cronológica dos lançamentos. Muitos livros foram publicados após a morte do JRR Tolkien, editados e organizados por seu filho anos mais tarde. Foi isso que aconteceu com O Silmarillion, ele trás uma introdução de 2 páginas com o Christopher Tolkien explicando como conseguiu reunir contos separados em uma história completa e entendível à fim de criar um livro que contasse o começo de tudo, da Terra Média e do mundo antes da Terra Média.

O SIlmarillion

Esse livro não chega nem perto da história d’O Senhor dos Anéis ainda, mas deixa espaços que conseguimos fazer a ligação com o futuro. Eu vi os filmes e sei o que acontece, por mais que não sejam idênticos aos livros, tem a essência. O Silmarillion fala sobre os deuses antigos, os Valar, as árvores sagradas Temperion e Laurelin e como elas foram criadas, conta como surgiu Valinor, os homens, os anões, o dia e a noite, consequentemente a história do Sol e da Lua. Cada conto mais lindo que o outro, em muitos precisei recuperar o fôlego pra continuar a leitura. Uma obra de arte emocionante. Ficamos sabendo como Sauron se tornou Sauron e quem era Melkor, seu mestre que começou todo o mal. A história central do livro são as silmarils, 3 pedras preciosas e únicas criadas por Feanor, um dos primeiros filhos dos Valar. As últimas 80 páginas são de glossário, pronunciação das vogais e consoantes dos nomes élficos e mapas.

O SIlmarillion

Terminei o livro com a sensação de que fiz a coisa certa, espantada com tamanha perfeição de obra e em êxtase por conseguir concluir um livro tão complexo e conseguir compreender todos os acontecimentos.

Ordem de leitura dos livros para seguir a história:
O Silmarillon
Os Filhos de Húrin – Leitura em andamento
O Hobbit
O Senhor dos Anéis
Contos Inacabados

Juliana Urquisa Postado por Tags:
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18 jun 2015

Resenha: Nosso Lar

CartazNossoLar_embaixa_5MBNosso Lar – A Vida no Mundo Espiritual
Autor: Chico Xavier
Ano: 1945
Páginas: 251
Editora: Federação Espírita Brasileira

Nosso Lar é o nome da Colônia Espiritual que André Luiz nos apresenta neste primeiro livro de sua lavra. Em narrativa vibrante, o autor nos transmite suas observações e descobertas sobre a vida no Mundo Espiritual, atuando com um repórter que registra as suas próprias experiências. Revela-nos um mundo palpitante, pleno de vida e atividades, organizado de forma exemplar, onde Espíritos procedentes da Terra passam por estágio de recuperação e educação espiritual supervisionado por Espíritos Superiores. Nosso Lar não é o Céu; é mais um hospital, uma escola, uma zona de trânsito. Mas nos permite antever o Mundo Espiritual que nos aguarda, quando abandonarmos o corpo carnal pela morte física.

Ganhei esse livro do meu, na época, noivo numa fase muito difícil, o quase infarto do meu pai, mas eu realmente não tive cabeça pra ler. Meu pai estava internado fazendo os exames pra saber qual solução os médicos tomariam sobre o seu problema, e meu pai é um cara bem ativo, acorda cedo, varre as folhas das árvores na frente de casa, faz reparos na casa, limpa a piscina, cuida de uma horta… Então eu sabia que ficar internado numa cama de hospital sem poder nem caminhar pelos corredores, somado com o estresse de ter que passar por uma cirurgia extremamente delicada, estava lhe tirando a paz. Decidi emprestá-lo esse livro. Meu pai nunca foi religioso, mas nesses momentos quem não é? Ele adora ler e aceitou de bom grado. Leu tudo e me devolveu ainda antes da cirurgia e eu ainda sem coragem de ler…

Nosso Lar - Chico Xavier

A entrada pra cirurgia foi uma despedida, lágrimas de todos os lados, tensão, tristeza por termos deixado chegar à esse ponto. Já era tarde e rezamos, graças a Deus deu tudo certo! Esse livro marcou esse momento de 2013. Só vim conseguir pegá-lo novamente nas mãos durante a mudança após o casamento e decidi que seria o primeiro livro que eu leria na casa nova. Li rápido, é um livro bem fácil de ler. Eu sou católica por batismo e depois de estudar várias religiões saí do ateísmo pro espiritismo. Nunca tinha lido nenhum livro espírita, e confesso que quero ler mais. Esse foi o primeiro de muitos. Tenho alguns na estante, todos foram presente.

Nosso Lar - Chico Xavier

Esse livro fala sobre um homem, médico, que faleceu e sobre sua jornada no mundo espiritual desde o momento de sua morte, seus tormentos e culpas, até conseguir compreender o novo mundo em que fazia parte. A ascensão do espírito através do trabalho e do auxílio ao próximo, da aceitação de si mesmo e dos outros e a importância de se enriquecer interiormente em vida. Nosso Lar é uma comunidade no plano espiritual que funciona como uma sociedade, cada um tem um trabalho e o salário é recebido em horas. Cada um faz a sua parte pra tudo funcionar perfeitamente como uma engrenagem. O livro foi psicografado por Chico Xavier, as palavras são do espírito André Luiz.

Sei que tem gente que não acredita nisso, mas pra quem interessar ler sobre uma história pós morte, sobre amor e aprendizado, esse é um excelente livro.

Juliana Urquisa Postado por Tags:
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28 abr 2014

A Culpa é das Estrelas – John Green

A_CULPA_E_DAS_ESTRELAS_1383494915PA Culpa é das Estrelas
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Páginas: 288
Tradutor: Renata Pettengill

A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer – a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.

Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar. Mais informações em: www.aculpaedasestrelas.com.

Li A Culpa é das Estrelas porque queria saber o que todo mundo via nos livros do John Green, afinal virou uma febre de repente e eu estava totalmente por fora. No decorrer da leitura tive a impressão de que estou velha demais pra isso.

A estória é linda e bem escrita. Gostei como o John passa as coisas de maneira calma e cria os momentos de forma simples. Terminei com a sensação de que aquilo poderia estar acontecendo naquele momento em algum lugar do mundo, com dois jovens que estão passando por dificuldades. Tudo possível de acontecer.

Me surpreendi com o final. Chorei mais com o Isaac do que com qualquer outro personagem. Amei o Van Houten e tudo o que ele disse e escreveu foi perfeito, melhor personagem do livro (será que o John faria um livro só dele?).

Não gostei da repetição de “A coisa toda” (quem leu vai entender).

Senti falta de detalhes, de uma estória mais profunda, porém o perfil do público desse livro e do autor é outro e eu venho de leituras de livros longos e complexos. Acho possível escrever um livro para adolescentes, com personagens adolescentes e não ser infantil e imaturo, porque já li vários livros assim.

O John consegue escrever coisas belíssimas e reveza entre páginas divinas e profundas e páginas bobas e sem alma, achei proposital pra tornar o livro menos pesado (por causa do assunto: câncer).

A Culpa é das Estrelas

Abaixo os trechos que mais gostei:

“As pessoas sempre acabam ficando insensíveis à beleza.”

“A escrita não ressuscita, ela enterra.”

“A dor é como um tecido, quanto mais forte mais valioso.”

“Esse é o problema da dor… Ela precisa ser sentida.”

“Às vezes parece que o universo quer ser notado”

“Da última vez me imaginei como sendo uma das crianças. Dessa vez sou o esqueleto.”

No geral, gostei bastante do livro, só que não pretendo ler mais livros do autor. É pelo perfil mesmo. Me acostumei com livros mais complexos e não consigo me adaptar mais à esse contexto (tomara que eu não pague a língua mais tarde xD). Talvez eu não seja sensível o bastante pra culpar as estrelas.

Juliana Urquisa Postado por Tags:
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21 abr 2014

Eu Me Chamo Antônio – Pedro Gabriel

EU_ME_CHAMO_ANTONIO_1382502879PEu me chamo Antônio
Autor: Pedro Gabriel
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
Páginas: 192

Antônio é o personagem de um romance que está sendo escrito e vivido. Frequentador assíduo de bares, ele despeja comentários sobre a vida — suas alegrias e tristezas — em desenhos e frases escritas em guardanapos, com grandes doses de irreverência e pitadas de poesia. Antônio é perito nas artes do amor, está sempre atento aos detalhes dos encontros e desencontros do coração. Quando está apaixonado, se sente nas nuvens e nada parece ter maior importância, e, quando as coisas não saem como esperado, é capaz de enxergar nas decepções um aprendizado para seguir adiante. Do balcão do bar, onde Antônio se apoia para escrever e desenhar, ele vê tudo acontecer, observa os passantes, aceita conversas despretensiosas por aí e atrai olhares de curiosos. Caso falte alguém especial a seu lado (situação bastante comum), Antônio sempre se acomoda na companhia dos muitos chopes pela madrugada. A mente por trás de Antônio é Pedro Gabriel. Em outubro de 2012, ele inaugurou a página Eu me chamo Antônio no Facebook para compartilhar o que rabiscava com caneta hidrográfica em guardanapos nas noites em que batia ponto no Café Lamas, um dos mais tradicionais bares do Rio de Janeiro. Em seu primeiro livro, Pedro apresenta histórias vividas por seu alter ego, desde a cuidadosa aproximação da pessoa desejada, o encantamento e a paixão, até o sofrimento provocado pela ausência e a dor da perda. Os guardanapos que inspiram milhares de pessoas na internet agora estão reunidos numa caprichada edição, novo lançamento da Intrínseca.

“Obra de arte” define esse livro. A impressão, as páginas grossas, as belas e profundas fotografias, ilustrações e imagens. Não é um livro pra se ler, é um livro pra se sentir, cheirar, parar alguns minutos em cada imagem e fazê-las também uma estória. Cada mensagem traz a sua estória em seu momento.

Quem leu cada mensagem e passou pra próxima rapidamente precisa reler tomando uma grande taça de vinho. Eu Me Chamo Antônio é pra aproveitar, se perder nas confusões dos desenhos das letras, girar de ponta cabeça procurando os significados escondidos nas palavras.

Uma beleza que pretendo deixar na cabeceira pra reler páginas aleatórias de vez em quando.

Eu Me Chamo Antônio - Pedro Gabriel

Não resisti e peguei post-it pra marcar as páginas preferidas

Eu Me Chamo Antônio - Pedro Gabriel

Começando o livro

Eu Me Chamo Antônio - Pedro Gabriel

Uma das mensagens mais belas

Eu Me Chamo Antônio - Pedro Gabriel

Guardanapo em branco pro leitor usar a criatividade

Eu Me Chamo Antônio - Pedro Gabriel

Minhas páginas preferidas

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18 abr 2014

Luiza – Ana Maia

LUIZA_1380736581PLuiza
Autora: Ana Maia
Editora: Multifoco
Ano: 2013
Páginas: 195

Luiza é ligada à música desde que nasceu, já que recebeu este nome por causa de uma música do Tom Jobim. Além disso, ela ama música e sonha em ter uma banda. Suas férias de verão que prometiam ser um tédio, acabam trazendo muitas novidades. Quando ganha um inesperado prêmio, ela conhece o garoto com o par de olhos verdes mais bonitos que já viu. Entre aulas secretas que ama e o trabalho voluntário que detesta, ela terá que aprender a lidar com seus sentimentos e com uma missão: ajudar a trazer de volta um antigo amor para a vida de um velhinho que é seu mais novo melhor amigo.

A Rachel abriu inscrições pro booktour do livro Luiza, me inscrevi e fui selecionada. Nunca tinha participado de nada parecido e adorei a ideia. O livro vai viajar pelo Brasil através dos Correios e chegar às mãos das leitoras, uma a uma. Rachel organizou um roteiro e enviamos pra próxima quando terminamos a leitura.

Esse livro me veio no momento perfeito! Tinha acabado de terminar a Trilogia Millennium e precisava de um livro leve, que me fizesse voltar à vida. É, de tempos em tempos eu esqueço e preciso reaprender a sentir prazer nas pequenas coisas, é um trabalho contínuo.

Luiza - Ana MaiaTrecho que achei lindo <3[/caption] Luiza é uma mocinha de 16 anos cheia de vida e, como a maioria dos adolescentes, ama música! Não tem como não se apaixonar pela personagem e seu jeito meigo. É uma estória sem maldade, gostosa de ler. Em vários momentos deu aquele friozinho na barriga ao relembrar da minha adolescência e meus medos infantis, rs.

Tudo acontece durante as férias de Luiza. A mãe de Luiza consegue pra ela um trabalho voluntário num hospital porque tem o sonho da filha ser médica, mas Luiza não gosta nem um pouco da ideia. Luiza quer salvar vidas, mas com música! Ela ama música e quando ganhou uma guitarra numa promoção, logo arranjou um jeito de ter aulas de guitarra escondido da mãe. Claro que uma hora isso ia dar errado, mas o desenrolar da estória é contagiante!

Queria ter lido na minha adolescência, com certeza teria me ajudado a ser uma pessoa mais alegre, sensível e menos tímida. Mas adorei a experiência agora, porque me trouxe lembranças muito boas dessa fase da vida.

Bom feriadão, amores e amoras :*

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28 mar 2014

A Rainha do Castelo de Ar

A_RAINHA_DO_CASTELO_DE_AR_1249417315PA Rainha do Castelo de Ar – Stief Larsson
Coleção: Coleção Millennium
Páginas: 688
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2010

Último volume da trilogia Millennium, A Rainha do Castelo de Ar reúne os melhores ingredientes da série: um enredo de tirar o fôlego, personagens que ficam gravados na imaginação do leitor e surpresas que se acumulam a cada página.

Mikael Blomkvist está furioso. Furioso com o serviço secreto russo, que, para proteger um assassino, internou Lisbeth Salander – na época com apenas doze anos – num hospital psiquiátrico e depois deu um jeito de declará-la incapaz. Furioso com a polícia que agora quer indiciar Lisbeth por uma série de crimes que ela não cometeu. Furioso com a imprensa, que se compraz em pintar a moça como uma psicopata e lésbica satânica. Furioso com a promotoria pública, que pretende pedir que ela seja internada de novo, desta vez – ao que parece – para sempre.
Enquanto Lisbeth recupera-se, num hospital, de ferimentos que quase lhe tiraram a vida, Mikael procura conduzir uma investigação paralela que prove a inocência de sua amiga. Mas a jovem não fica parada, e muito mais do que uma chance para defender-se, ela quer uma oportunidade para dar o troco. Com a ajuda de Mikael, Lisbeth está muito perto de desmantelar um plano sórdido que durante anos articulou nos subterrâneos do Estado sueco, um complô em cujo centro está o pai dela, um perigoso espião russo que ela já tentou matar. Duas vezes.

Finalmente concluí a Trilogia Millennium, essa história que me acompanhou durante alguns anos e abriu meu leque de literatura para tramas policiais. Não me arrependo de ter saído da minha zona de conforto e acho que escolhi o livro certo pra começar: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, e hoje venho resenhar o último livro da série: A Rainha do Castelo de Ar.

O autor, Stieg Larsson, infelizmente faleceu em 2004 e não viu o sucesso dos seus livros. Ele morreu de ataque cardíaco e por ser um jornalista que denunciava grandões da indústria e política, há suspeitas de ter sido um infarto criminoso, mas não existem provas.

A Rainha do Castelo de Ar

Quando terminei o livro, pesquisei sobre o Stieg e percebi uma ligação entre o autor e o personagem principal, Mikael Blomkvist, um jornalista investigador que corre atrás de grandes furos e denúncias. Acredito que seja um alter-ego e talvez por isso a história seja tão rica em detalhes e acontecimentos realistas.

O último livro da trilogia começa bem parado e demorei pra me sentir no clima da história, mas após 200 páginas um acontecimento muda tudo. Conspirações e assassinatos surgem a todo instante. Blomkvist e Lisbeth dessa vez estão distantes um do outro, mas Mikael dá um jeitinho de conseguir contato e ajudar sua amiga.

A Rainha do Castelo de Ar

Confesso que Salander estar “out” nesse livro me deixou triste, porque ela é a personagem mais legal, por isso esse foi o livro mais fraco pra mim, apesar do final ter sido uma jogada de mestre, o desenrolar foi parado. Lisbeth é a personagem principal desse livro, apesar de estar “isolada”, tudo gira em torno de sua história de vida. Ela é A Rainha do Castelo de Ar.

O final… Ah, o final!! As páginas finais são maravilhosas! Simplesmente impossível parar de ler =x

A tradução contem erros e algumas palavras não foram traduzidas (contei 3). Existem muitas palavras que não podem ser traduzidas porque são nomes de lugares e essas, meu caro, são praticamente impossíveis de se ler de tantas consoantes que possuem (suecos, rs)!

A Rainha do Castelo de Ar

Não tive tempo pra ler com calma e terminei carregando o livro pra todos os lugares. Jogava na mochila pra SE surgisse qualquer 10 minutos, ler. Isso fez com que o livro concluísse sua jornada bem acabadinho! O coitado está num estado de fazer pena 🙁 Mas foi por uma boa causa xD

Indico pra quem gosta de histórias bem feitas/complexas e investigação policial.

PS: Esse livro foi presente do Marcel. Obrigada por completar minha trilogia! :*

Juliana Urquisa Postado por Tags:
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